Um acordo bilateral foi alcançado entre a Agência Brasileira de Promoção à Exportação (ApexBrasil) e a Luckin Coffee, principal rede de cafeterias do país asiático, durante a visita à China do vice-presidente Geraldo Alckmin. O acordo, firmado durante o Seminário Econômico Brasil-China, tem um valor de meio bilhão de dólares. O contrato prevê a exportação de 120 mil toneladas de café brasileiro para abastecer a maior rede de cafeterias chinesa.
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A Luckin Coffee, com mais de 16 mil lojas em toda a China, emergiu como a principal importadora de café brasileiro no país, onde o consumo de café está em ascensão, desafiando a tradição do chá.
Em 2022, a China importou US$ 80 milhões em café brasileiro, um número que saltou para US$ 280 milhões em 2023. Com este novo contrato, espera-se um aumento ainda maior no consumo de café na China. Dados do Hongqiao International Coffee Hub, Universidade Jiao Tong de Xangai, Meituan e Eleme mostram que a indústria de café chinesa cresceu 17% ao ano de 2020 a 2023, atingindo um valor estimado de US$ 36 bilhões em 2024.
Segundo Vinicius Estrela, diretor executivo da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BCSA), o acordo representa uma oportunidade para o Brasil fortalecer sua posição como fornecedor de café em um mercado em expansão na China.
As relações econômicas entre Brasil e China, que completam 50 anos em 2024, decolaram nas últimas duas décadas, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em 2023, o superávit comercial do Brasil com a China foi de US$ 51,1 bilhões, mais da metade do superávit total registrado pelo país.
*Com informações do portal exame.
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