COP 28 começa nesta quinta e Brasil prepara anúncio com mais de R$ 20 bi em projetos 

cop 28
A COP 28 é uma reunião internacional que congrega governos, diplomatas, cientistas, membros da sociedade civil e entidades privadas. (Foto: Christopher Pike/ COP 28)

A 28ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 28), teve seu início nesta quinta-feira (30) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Estimada para durar cerca de duas semanas, a relevância do evento é crucial para a ação global contra as mudanças climáticas, especialmente diante dos recentes episódios extremos no Brasil e no mundo. Diplomatas de 200 países e diversos líderes governamentais estão presentes, tornando este encontro uma plataforma abrangente.


Quer receber os conteúdos da TrendsCE no seu smartphone?
Acesse o nosso Whatsapp e dê um oi para a gente


A participação do governo brasileiro no evento gera grande expectativa, tendo início a partir de sexta-feira (01). Antecipa-se a presença de uma comitiva composta por diversos ministros em Dubai. A COP 28 é uma reunião internacional que congrega governos, diplomatas, cientistas, membros da sociedade civil e entidades privadas, buscando debater e encontrar soluções para a crise climática originada pela atividade humana.

No primeiro dia de participação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançará cinco editais do programa Mais Inovação Brasil, totalizando R$ 20,85 bilhões. Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Finep e BNDES, o programa visa financiar projetos nas áreas de transição energética, bioeconomia, infraestrutura e mobilidade

Celio Fernando Melo, economista e vice-presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Brasil (APIMEC Brasil), por meio das redes sociais, destaca a relevância da COP 28 para o debate acerca do mercado de carbono

De acordo com Melo, em 2022, o volume de transações globais do setor atingiu US$ 86 bilhões. “Esse crescimento está impulsionado por uma série de fatores, incluindo o aumento da regulamentação ambiental, a conscientização sobre as mudanças climáticas e a crescente demanda por soluções sustentáveis”, destaca.

Créditos de descarbonização

“Na COP 28, os países devem discutir o papel dos créditos de descarbonização na transição para uma economia verde. É importante garantir que os créditos sejam emitidos de forma transparente e confiável, para que possam ser usados de forma eficaz para reduzir as emissões.”

Celio Fernando Melo, vice-presidente da APIMEC Brasil

Os créditos de descarbonização representam a diminuição de uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) ou de outros gases de efeito estufa. Essas unidades são emitidas por iniciativas que visam reduzir as emissões, tais como a implementação de fontes de energia renovável, a promoção da eficiência energética ou a captura de carbono.

Segundo o economista, esses créditos podem ser transacionados no mercado de carbono, permitindo que empresas e nações adquiram unidades para compensar eventuais excedentes em suas metas de redução de emissões.

COP 28: Cada vez mais quente

Neste ano, um marco foi alcançado, registrando-se pela primeira vez um dia com temperatura média global 2°C acima da era pré-industrial. Além disso, conforme aponta o observatório europeu Copernicus, outubro de 2023 destacou-se como o mês mais quente já registrado em escala global, apresentando uma temperatura média do ar à superfície de 15,3°C. Esse valor representa um aumento de 0,85°C em relação à média de outubro de 1991 a 2020 e 0,4°C acima do outubro mais quente anterior, ocorrido em 2019.

*Com informações do Terra.

Saiba mais:

Economia verde entra na agenda da Câmara às vésperas da COP 28

LinkedIn aponta ausência de green skills no mercado às vésperas da COP28

Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado

Siga a Trends: