Criado há dois anos, o pix conquistou, definitivamente, os brasileiros, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas. Hoje, são 511,1 milhões de chaves pix ativas, das quais 488,1 milhões de pessoas físicas (PF) e 22,9 milhões de pessoas jurídicas (PJ). São 136,5 milhões de usuários cadastrados no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), de acordo com estatísticas (setembro/2022) do Banco Central brasileiro.
Quer receber os conteúdos da TrendsCE no seu smartphone?
Acesse o nosso Whatsapp e dê um oi para a gente.
Em apenas um ano, as chaves cresceram de 330,7 milhões (em setembro de 2021) para as 511,1 milhões (setembro/2022), ou seja, 181,4 milhões a mais, significando incremento de exatos 64,6%. As transações liquidadas do pix chegaram a 2,3 bilhões/mês em setembro deste ano, bem superior as verificadas em igual mês de 2021 – 1,04 bilhão. E envolveram recursos da ordem de R$ 1,02 trilhão/mês (setembro/2022) – volume financeiro das transações pix liquidadas no Sistema de Pagamentos Instantâneos – SPI e fora do Sistema.

O pix agrada pessoas de diferentes idades: em setembro/2022, 32,3% das transações foram entre pessoas de 20 a 29 anos; 30,2% de 30 a 39 anos; 19,6% de 40 a 49 anos; 8,7% de 50 a 59 anos. Por regiões brasileiras, ele foi mais usado no Sudeste, com 43%, seguido pelo Nordeste, com 26,4%; Sul (12,1%); Centro-Oeste (8,9%) e Norte, com 9,7%.

Lançado pelo Bacen, o sistema, que permite realizar pagamento ou transferência de valores – e recentemente pix troco e saque -, só tem recebido elogios pela sua rapidez, segurança, disponibilidade (24 horas no ar, sete dias da semana) e desburocratização. Com um simples celular é possível fazer operações que antes – muitas delas – davam dor de cabeça.
O comércio de modo geral, sobretudo o varejista, tem sido – e muito – favorecido pelo pix. Ele, por ser um pagamento à vista, permite uma boa negociação por descontos, agradando as duas pontas, no caso comprador e fornecedor. Ou seja, ele veio “mais” do que para ficar, definitivamente. Até as comuns e odiadas filas nos caixas dos bancos foram reduzidas com o Pix.
A quantidade e os volumes do pix troco e pix saque – modalidades lançadas em dezembro de 2021 – estão subindo mês a mês. Foram 395,22 mil transações em setembro de 2022 (R$ 52,01 milhões), das quais 390,5 mil de saque (R$ 51,4 milhões) e 4,71 mil de troco, o equivalente a R$ 524,4 mi.

Corecon: “pix facilita compra e venda”
“O pix é uma grande inovação e traz muitos benefícios, tanto para quem vai transferir o recurso quanto para quem vai receber. Além disso, facilita as compras, inclusive do comércio informal”.
Silvana Parente, presidente do Corecon Ceará
Silvana observa que o comprador sai beneficiado, pois pede desconto, já que está pagando à vista. No entanto, adverte: existe risco de erro e fraude. Por isso, é importante que quando for fazer uma transferência tenha a certeza de que está passando para a pessoa certa.
“O pix atualmente superou todas as outras modalidades de meios de pagamento, isso do ponto de vista do número de transações. Hoje, sem dúvida, o pix é maior no que se refere ao número de transações, não de valores”.
A Transferência Eletrônica Disponível (TED) – explica Silvana Parente – é ainda a campeã no ponto de vista de valores. O cartão de crédito também tem muitas transações. Já o cartão de débito tem caído, justamente em função do crescimento do pix. O cartão de crédito também continua forte, continua subindo, a despeito do avanço do pix. É que ele tem outras funcionalidades, como, por exemplo, a compra a prazo, o que o pix ainda não permite.
Pix como forma de pagamento ágil e líquida
É o que garante o economista Eldair Melo sobre o pix, que proporciona segurança tanto para quem vende, como para quem compra. A possibilidade de você não repassar o dinheiro é remota. É online, você consegue com que o dinheiro já esteja disponível em sua conta, o que facilita a operação financeira que se deseja realizar. O pix trouxe agilidade no processo de compra e venda de bens e serviços.
“O pix facilitou muito a compra e venda. Não é mais necessário andar com dinheiro e até mesmo o cartão magnético, seja de débito ou crédito. Numa necessidade, a transferência é real e online. Se você quer comprar à vista, você faz pix e já concretiza a compra como se estivesse com o dinheiro vivo na mão. Com o pix, o dinheiro passou a circular mais rápido na economia, facilitando para compradores e vendedores, aplicadores e tomadores de recursos”.
As formas de pagamentos tradicionais foram – na opinião do economista – impactadas com o pix. Ele praticamente aposentou o talão de cheque. O cartão de débito deve ter uso também diminuído ao longo do tempo. A exceção vão ser os cartões que apresentam dupla função (crédito/ débito). “O processo de formas de pagamento utilizando o celular veio para ficar. A tendência é que as maquinetas sejam substituídas por novos aplicativos eletrônicos. O próprio celular já pode ser utilizado como ‘maquineta’. Com a crise causada pela pandemia, o e-commerce pegou velocidade e passou a dar mais vantagens e seguranças para todos”.
Para finalizar, Eldair Melo cita as principais vantagens do pix: não há cobrança de taxas para pessoa física; vários formatos de pagamento (QR Code, Chaves pix diversas); agilidade e facilidade de pagamento, serviço desenvolvido na palma da mão pensando no mobile, e disponibilidade de ser realizado em qualquer horário. Entre as desvantagens: impossibilidade de estorno, possibilidades de golpes e fraudes a usuários e a operacionalidade somente por Wi-Fi.
Saiba mais:
Meios de pagamento: PIX já é o segundo na preferência do consumidor