São Gonçalo do Amarante, município que abriga o Complexo do Pecém, alcançou US$ 941,9 milhões em exportações entre janeiro e setembro de 2026. O resultado coloca a cidade na quinta posição entre os dez municípios nordestinos com maior valor exportado no período, segundo dados do ComexStat compilados pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
A pauta exportadora local reúne metais comuns e minerais. Além disso, os Estados Unidos e o México aparecem entre os principais destinos das vendas externas, reforçando a conexão do polo industrial cearense com mercados internacionais.
O desempenho integra um cenário regional de concentração das exportações em municípios ligados à indústria, à produção agrícola e à exploração de petróleo. Ao todo, os dez maiores exportadores do Nordeste movimentaram US$ 11 bilhões nos nove primeiros meses de 2026.
Ceará aparece entre os principais polos exportadores
São Gonçalo do Amarante é o único município cearense entre os dez primeiros colocados no levantamento. Na lista, fica atrás de São Francisco do Conde e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia; São Luís e Balsas, no Maranhão.
A presença do município está associada ao Complexo do Pecém, que reúne atividades portuárias e industriais. Nesse contexto, a exportação de metais comuns e minerais compõe a pauta local identificada pelo levantamento.
O resultado também destaca a participação do Ceará no comércio exterior nordestino. Embora a Bahia tenha quatro municípios no ranking e o Maranhão conte com três, São Gonçalo do Amarante representa o Estado na lista.
Nordeste movimenta US$ 20,6 bi em exportações
Entre janeiro e setembro de 2026, 415 municípios nordestinos registraram exportações, de um total de 1.794 localidades. Juntos, eles movimentaram US$ 20,6 bilhões em vendas ao exterior, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
Os dez municípios líderes responderam por US$ 11 bilhões desse total. O ranking inclui localidades com perfis econômicos distintos, como polos agrícolas, industriais e produtores de petróleo e ouro.
A Sudene ressalta, porém, que os dados municipais consideram o domicílio fiscal da empresa exportadora, e não necessariamente o local onde a mercadoria foi produzida. Por isso, a posição de cada município deve ser interpretada à luz desse critério estatístico.
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