A atividade de aluguel por temporada do Airbnb movimentou R$ 113,2 bilhões na economia brasileira em 2025. Além disso, o segmento contribuiu com R$ 62,8 bilhões para o PIB, sustentou 703,9 mil postos de trabalho e gerou R$ 31,7 bilhões em renda para a população.
Os dados fazem parte de um estudo elaborado pela FGV Projetos, a pedido do Airbnb. O levantamento, por sua vez, analisa os efeitos econômicos da hospedagem temporária em diferentes regiões do país.
Em relação a 2024, o volume movimentado cresceu 13,4%. Além disso, a atividade proporcionou R$ 9 bilhões em tributos diretos aos cofres públicos.
Para chegar aos resultados, a pesquisa utiliza a metodologia de Matriz de Insumo-Produto, formada por 68 setores e 128 produtos. Dessa forma, o estudo considera os efeitos diretos, indiretos e induzidos associados ao ecossistema de hospedagem temporária.
Impacto alcança outros setores da economia
O efeito econômico do aluguel por temporada, entretanto, não fica restrito aos gastos com hospedagem. Segundo o levantamento, para cada R$ 10 desembolsados pelos hóspedes com a locação na plataforma, outros R$ 45 circulam diretamente na cadeia produtiva dos destinos.
Na prática, esse fluxo de recursos alcança setores como alimentação, comércio varejista, transporte e entretenimento. Assim, o consumo dos visitantes amplia os efeitos econômicos da atividade para além dos imóveis utilizados na hospedagem.
Além disso, a metodologia utilizada pela FGV Projetos permite observar como esses recursos se distribuem entre diferentes segmentos produtivos. Com isso, o estudo identifica impactos que chegam a empresas, trabalhadores e prestadores de serviços relacionados à atividade turística.
Atividade amplia circulação de recursos
A distribuição dos gastos dos hóspedes e da renda obtida pelos anfitriões também apresenta alcance territorial. Conforme o estudo, a atividade está presente em municípios de diferentes portes e em localidades que não contam com uma rede hoteleira convencional ampla.
Dessa forma, os recursos associados ao turismo chegam a destinos que possuem menor oferta de hospedagem tradicional. Ao mesmo tempo, o modelo amplia as possibilidades de consumo em estabelecimentos e serviços existentes nessas localidades.
O levantamento também aponta a participação de microempreendedores, prestadores de serviços e pequenos comércios na cadeia gerada pelo aluguel por temporada. Nesse contexto, a atividade conecta os visitantes a diferentes agentes das economias locais.
Por outro lado, a distribuição dos recursos não ocorre apenas entre os anfitriões. Os gastos realizados pelos turistas também alcançam atividades relacionadas à alimentação, ao transporte, ao comércio e ao entretenimento.
Efeito sobre o desenvolvimento regional
Assim, os resultados apresentados pela pesquisa indicam que o Airbnb na economia brasileira produz efeitos que ultrapassam o setor de hospedagem. A atividade também movimenta fornecedores, trabalhadores e empresas que atendem à demanda gerada pelos visitantes.
Além disso, a presença em municípios fora dos principais centros turísticos amplia a distribuição territorial desses recursos. Com isso, o aluguel por temporada passa a integrar diferentes cadeias econômicas locais.
Nesse contexto, o estudo da FGV Projetos dimensiona a contribuição da atividade para o PIB, o mercado de trabalho, a renda e a arrecadação. Ao mesmo tempo, mostra como os gastos associados à hospedagem podem se espalhar por diferentes setores e regiões do país.
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