O reduto da moda cearense angaria contornos cada vez mais sólidos e progressivos na tangência da economia nacional. Ao passo que a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) acentua que o estado reúne uma cadeia produtiva que engloba desde a indústria têxtil perpassando pela produção de fibras até à confecção.
A Abit realça que o circuito econômico da moda cearense insere no atacado e no varejo criando um ecossistema capaz de transformar matéria-prima, conhecimento e criatividade em negócios.
Como resultado, as estatísticas apontam que existem 26.618 CNPJs ativos relacionados ao segmento em Fortaleza. Além disso, nesse enquadramento, enumeram 15.336 empresas de varejo de moda, 9.683 negócios de confecção, 1.010 estabelecimentos ligados à fabricação de produtos têxteis e 589 empresas atacadistas. A análise é uma pesquisa da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico (SDE), com dados da Receita Federal.
A Abit frisa que o Ceará possui indústrias de fiação, tecelagens planas e de malha, confecções, beneficiamento, produção de aviamentos e componentes. Segundo levantamento do governo do estado, a estrutura integrada representa mais de 100 mil postos de trabalho diretos.
Fator que conforme a entidade fortalece um ecossistema envolvendo produção, distribuição, varejo e consumo conectando numa mesma cadeia. Panorama que credencia o estado a corresponder de forma célere às mudanças de comportamento e às novas demandas do consumidor.
A moda no centro do debate no Ceará
A busca por conhecimento, aperfeiçoamento de técnicas, estabelecimento de network é o contexto que o Ceará vem atravessando no universo da moda. Efeito da conjuntura é a realização na capital cearense nos dias 14 e 15 de outubro do Congresso Internacional Brasil 2026, promovido pela Abit em parceria com a International Textile Manufacturers Federation (ITMF) e a International Apparel Federation (IAF).
Por exemplo, os temas a serem abordados no evento incluem inovação, sustentabilidade, tecnologia, novas configurações da indústria, comércio internacional, fibras, comportamento do consumidor e oportunidades de mercado.
O diretor-superintendente da Abit, Fernando Pimentel, relata que ao proporcionar que Fortaleza sediasse o congresso, introduz uma lacuna de capacidade industrial, empresarial e inovadora. “De uma região que já produz moda em escala e agora quer ampliar sua presença no mercado global”, afirma.
Nesse ínterim, reflexo subjacente, no estado realiza periodicamente uma edição do Salão de Moda Ceará. O evento reúne empresários, empreendedores, especialistas e profissionais da moda. No penúltimo circuito, no ano passado, participaram mais de 150 modelos, atraindo um público de dois mil participantes. A próxima edição está prevista para acontecer em janeiro de 2027.
O idealizador da proposta, Gladson Edler, enfatiza que o projeto se tornou uma plataforma essencial para a troca de experiências e a promoção de talentos locais. “Além de reforçar a identidade do setor, estamos valorizando a moda cearense e proporcionando visibilidade às marcas, ao mesmo tempo em que promovemos a colaboração entre os profissionais da área”, pontua.
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