A disponibilidade orçamentária do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) estima recursos de R$ 60,9 bilhões para o exercício de 2027. Ao passo que, conforme levantamento do Banco do Nordeste (BNB), as operações de crédito projetam reembolso de 174% dos recursos, do período que compreende de 2022 a 2027. Durante a fase, o circuito executou 84,1% do repasse do montante previsto.
O presidente do BNB, Paulo Câmara, pondera que a variável do FNE para 2027 não decorre somente da distribuição de recursos. Câmara analisa que o panorama resulta de decisões corretas na aplicação do crédito. “Construídas com participação, executadas com rigor, e orientadas para resultados. Esse foco acompanha o nosso trabalho do FNE desde a sua origem, e ganhou mais força nos últimos anos”, afirma.
O presidente do BNB apontou que de 2023 a junho de 2026, o FNE aportou mais de R$ 165 bilhões em contratos estabelecidos. “Com mais de cinco milhões de operações. São números que traduzem escala, eficiência e sobretudo presença efetiva do FNE”, complementa Câmara.
Fundo aplicou 26,5 bilhões no primeiro semestre de 2026
Segundo o BNB, de janeiro a junho deste ano foram remanejados R$ 26,5 bilhões em operações de crédito do FNE. A cifra representa metade aportada do grau subjacente previsto até o final do ano, no teto de R$ 52.6 bilhões. Neste período foram realizadas 999,3 mil deliberações de financiamento de crédito. Ou seja, tramitaram R$ 26,5 mil por operação em ticket médio.
Por exemplo, na conjuntura de comércio e serviços, introduziram a quantia de cerca de R$ 10 bilhões, dos quais do total, subsidiaram aproximadamente R$ 7,4 bilhões. Na agricultura, empregaram até o momento cerca de R$ 5 bilhões redimensionado de quase R$ 10 bilhões. Em destaque, o critério de sazonalidade da região do Matopiba para manejo no segundo semestre. Por assim, o Matopiba é o perímetro de produção agrícola que engloba a intersecção dos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
No geral os itens contemplados também abrangem turismo, o qual atingiu 63,1% da meta. Além disso, nos eixos da pecuária (48,7% da meta); indústria (42,4%); infraestrutura (39,1%); e até pessoa física (33,3%). O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, reforça que o agrupamento institucional está sancionando 16% a mais para o próximo ano, na comparação de 2026. Ele destaca que as implicações realizadas pela entidade no FNE detectaram convergência aos programas nacionais de desenvolvimento. Francisco Alexandre enfatiza prioridade para o fortalecimento e adensamento para as principais cadeias produtivas do Nordeste.
“O Nordeste dispõe de um instrumento de planejamento regional que é o FNE. A Sudene exerce um papel estratégico no planejamento e financiamento avaliando as prioridades, construídas a partir de diretrizes do Plano Nacional de Desenvolvimento Regional. O programa começa a partir da escuta dos estados”, relata.
A logística de funcionamento do FNE
Os recursos do FNE são viabilizados através do Governo Federal para auxiliar o BNB no cumprimento de ações logísticas de financiamento.
Anualmente, o BNB elabora uma proposta no formato de aplicações dos recursos. Posteriormente envia para avaliação do Ministério de Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e da Sudene. Em conclusão, cada estado agrega encontros de trabalho com parceiros institucionais locais e a sociedade civil organizada.
O Secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Corrêa, salienta que o FNE é o principal fundo regional de desenvolvimento e financiamento da Política Nacional de Desenvolvimento Regional. Ele considera que houve um crescimento muito intenso desde o início da instauração do FNE, em 2023.
Nesse ínterim, Eduardo frisa o papel fundamental de liderança do Nordeste no quesito de energias renováveis. Ele pontua os parques eólicos e solar, além dos projetos de hidrogênio verde. O gestor realça que economicamente a região Nordeste tem crescido acima da média nacional, Contudo, cita que precisa melhorar na renda per capita. No entanto destaca que o cronograma do FNE pode auxiliar no avanço da agenda.
“Para que a gente tenha a clara percepção de que precisa evoluir. A gente falava muito em potencial no Nordeste. Os números mostram que o que a gente precisa realmente é falar em trajetória crescente, consistente, inclusiva e sustentável de uma região que hoje é determinante pro futuro do Brasil”, relata.
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