A digitalização ampliou as oportunidades de crescimento para os pequenos negócios, mas também aumentou a exposição a golpes aplicados por meios digitais e telefônicos. Levantamento inédito do Sebrae mostra que 44% dos microempreendedores individuais (MEIs) e das micro e pequenas empresas foram alvo de tentativas de fraude nos últimos 12 meses.
A pesquisa, intitulada Impactos dos golpes digitais e/ou por telefone nas empresas, ouviu 4.466 empreendedores de diferentes portes em todo o país. O estudo aponta que, embora as tentativas de golpe também atinjam médias e grandes empresas, os pequenos negócios sofrem mais com os prejuízos financeiros quando as fraudes são consumadas. Entre os pequenos empreendedores que já foram vítimas, 31% registraram perdas financeiras, percentual superior ao observado entre empresas de maior porte.
O levantamento também evidencia que a principal vulnerabilidade está na falta de medidas preventivas. Apenas 17% dos pequenos negócios afirmam possuir uma estrutura organizada de proteção digital e realizar ações frequentes de orientação para prevenção de fraudes. Nas médias e grandes empresas, esse índice chega a 72%.
Segundo o Sebrae, muitos golpes exploram situações do dia a dia do empreendedor, como o pagamento de um boleto falso, a realização de um Pix para uma conta fraudulenta ou o acesso a links enviados por criminosos que se passam por instituições financeiras, fornecedores ou órgãos públicos. A rotina corrida de quem concentra diversas funções no negócio acaba favorecendo esse tipo de ataque.
A percepção de risco também é elevada. Quase metade (45%) dos pequenos negócios acredita que um golpe relevante pode causar impactos graves ou até comprometer o funcionamento da empresa.
Entre as principais preocupações dos empreendedores estão os boletos falsos, citados por 38% dos entrevistados, seguidos pelos golpes por telefone (31%) e pelas fraudes envolvendo Pix (30%). No caso dos MEIs, o golpe do Pix aparece como a principal preocupação.
Diante desse cenário, o Sebrae reforça a importância de adotar práticas simples de segurança, como conferir cuidadosamente os dados antes de realizar pagamentos ou transferências, utilizar autenticação em dois fatores, manter sistemas e aplicativos atualizados e desconfiar de contatos que solicitem informações bancárias ou urgência em pagamentos.
Caso o empreendedor receba mensagens suspeitas, identifique tentativas de fraude envolvendo o nome da instituição ou tenha dúvidas sobre qualquer comunicação, a orientação é procurar os canais oficiais do Sebrae e comunicar o ocorrido. O registro dessas situações ajuda a instituição a emitir alertas, orientar outros empreendedores e fortalecer as ações de prevenção contra golpes.
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