O aparato estabelecido em 2025 no que tange à comercialização de empresas de tecnologia no Brasil constatou que 89,8% das aquisições são realizadas por compradores nacionais.
Contudo, ao que concerne grupos internacionais o índice aponta para 10,2% das transações.
Na prática, o índice ressalta que de 245 operações mundiais registradas no setor ao longo do ano, o percentual equivale a aproximadamente 25 aquisições.
Como resultado, os dados evidenciam que o comprador para uma empresa brasileira de tecnologia na maior cotação continua sendo o grupo que atua no mercado nacional.
O levantamento é uma consultoria programada pela relatoria da empresa focada em estratégias de negócio em tecnologia e estruturação de governança corporativa, a Questum.
O sócio da Questum, Guilherme Tossulino, destaca que a expertise nacional conjuga capital, conhecimento do mercado e interesse de crescimento.
“O comprador estrangeiro existe e pode realizar operações relevantes, porém ele ainda representa uma parcela minoritária do mercado”, reforça.
Expansão comercial mercadológica
De acordo com a avaliação desponta uma distribuição plural das aquisições, ao invés de concentrar em poucos consolidadores.
À rigor, o índice destaca 1,16 de transação por comprador em 2025, um dos menores patamares de concentração da série histórica da Questum.
O relatório de análise financeira da Questum realça que em 2025 mais de 84% dos principais compradores de tecnologia consultados pretendiam realizar novas aquisições nos 12 meses seguintes.
Além disso, os participantes do levantamento haviam investido aproximadamente R$ 2,3 bilhões em operações.
Guilherme Tossulino relata que empresas com governança estruturada, métricas confiáveis, receita previsível e uma tese clara absorvem investidores nacionais e internacionais pujantes.
“O sonho do ‘exit’ em dólar pode continuar existindo, mas não deve se transformar em uma estratégia de espera. A empresa precisa estar pronta para ser comprada pelo melhor interessado”, frisa.
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