Os fundos de investimento obtiveram captação líquida de R$ 184,7 bilhões no primeiro semestre deste ano.
O valor representa mais do que o dobro registrado no mesmo período de 2025, no qual o ativo alcançou R$ 84 bilhões.
Os dados são um levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, a Anbima.
De acordo com a constatação, o panorama é o segundo melhor resultado para um primeiro semestre nos últimos cinco anos, ficando atrás de 2024.
No critério por itens, a renda fixa liderou a preferência dos investidores, no qual contabilizou no período a quantia de R$ 108,4 bilhões.
O índice superou o englobamento do ano passado, o qual atingiu R$ 78,2 bilhões.
Em evidência, os fundos de duração baixa crédito livre, que angariou captação líquida de R$ 70,3 bilhões.
Essa aplicação investe em papéis de renda fixa, viabilizando mais de 20% da respectiva carteira em títulos de médio e alto risco de crédito no Brasil ou no exterior.
O diretor da Anbima, Pedro Ruge, menciona que fatores relativos ao critério fiscal e a eleição presidencial configuram-se no alinhamento do ambiente econômico emergente.
Ele enfatiza que a previsibilidade tende a manter os investidores concentrados nos fundos de renda fixa.
“Enquanto esse cenário persistir, essa categoria deve seguir como o principal vetor de crescimento da indústria”, afirma.
Os fundos de investimentos negociados na Bolsa de Valores, os ETFs, somaram R$ 32,5 bilhões no primeiro semestre, novamente destacando o direcionamento de capital nas rendas fixas.
Corretora de investimentos absorve lastro de R$ 1 bilhão na renda fixa
Exemplo do pujante investimento no setor é a migração do crédito do sistema bancário tradicional para estruturas de mercado.
Neste aspecto, o patrimônio de renda fixa da Ouro Preto Investimentos absorveu, até então, a marca de R$ 1 bilhão.
De acordo com a corretora, o englobamento caracterizou-se por combinação envolvendo governança de crédito, capacidade de originação e um fluxo crescente de investidores.
O sócio gestor da Ouro Preto Investimentos, Leandro Turaça, relata que existe um amadurecimento claro na forma como o investidor enxerga produtos ligados a recebíveis.
“Ele entende o risco, acompanha a estrutura e valoriza consistência. Isso explica por que fundos como o nosso conseguiram capturar esse fluxo com tanta rapidez”, frisa.
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