Os investimentos de renda fixa dominaram a preferência dos brasileiros em junho, impulsionados pelos juros elevados e pelas incertezas no cenário internacional. Segundo levantamento do Yubb, CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro Direto concentraram as maiores buscas dos investidores, enquanto ativos de maior risco perderam espaço.
Além disso, o ambiente econômico continua marcado por dúvidas sobre inflação, crescimento global e política monetária. Nesse cenário, aplicações atreladas aos juros ganharam atratividade por oferecerem maior previsibilidade e menor volatilidade.
Renda fixa lidera ranking de investimentos
De acordo com o levantamento do Yubb, os CDBs permaneceram na liderança entre os ativos mais pesquisados em junho.
Em seguida, LCIs e LCAs assumiram a segunda posição, ultrapassando o Tesouro Direto, que caiu para o terceiro lugar. Ao mesmo tempo, os fundos imobiliários voltaram ao ranking e ocuparam a quarta colocação.
Confira o ranking dos ativos mais buscados:
- 1º – CDBs;
- 2º – LCIs e LCAs;
- 3º – Tesouro Direto;
- 4º – Fundos imobiliários;
- 5º – LCs e RDBs;
- 6º – Ações;
- 7º – Fundos de ações;
- 8º – Fundos multimercados;
- 9º – Debêntures;
- 10º – Fundos de renda fixa.
Cenário global
Segundo o levantamento, o interesse por aplicações conservadoras aumentou mesmo após o anúncio do acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito. No entanto, as incertezas voltaram rapidamente ao radar dos investidores.
Por isso, o mercado passou a considerar que os juros devem permanecer elevados por mais tempo. Consequentemente, produtos de renda fixa ganharam destaque por oferecerem retornos atrelados às taxas de juros e menor exposição às oscilações dos mercados.
Ações e multimercados perdem espaço
Enquanto os ativos conservadores avançaram, os investimentos de maior risco perderam posições. As ações, por exemplo, caíram para o sexto lugar. Anteriormente, elas ocupavam a vice-liderança em abril.
Os fundos multimercados recuaram para a oitava colocação após figurarem entre os primeiros colocados em maio.
Em contrapartida, os fundos de ações registraram leve recuperação e subiram para o sétimo lugar. Já as debêntures voltaram ao ranking e fecharam o mês na nona posição.
Como funcionam os principais investimentos
Os CDBs funcionam como empréstimos feitos pelos investidores aos bancos e, normalmente, oferecem rendimento atrelado ao CDI.
Já as LCIs e LCAs seguem lógica semelhante, mas financiam os setores imobiliário e do agronegócio. Além disso, esses títulos contam com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.
O Tesouro Direto, por sua vez, reúne títulos públicos emitidos pelo governo federal. Assim, o investidor pode escolher entre papéis prefixados, pós-fixados ou indexados à inflação.
Os fundos imobiliários permitem investir no mercado imobiliário por meio da compra de cotas. Esses fundos podem aplicar recursos em imóveis físicos ou em títulos ligados ao setor.
Por fim, aplicações como LCs, RDBs, debêntures, fundos multimercados e fundos de renda fixa completam as opções disponíveis, cada uma com características próprias de risco, liquidez e rentabilidade.
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