Fusões e aquisições podem bater recorde de US$ 6,4 tri em 2026

fusões e aquisições
As operações de fusões e aquisições podem atingir US$ 6,4 tri em 2026, segundo o Morgan Stanley, impulsionadas pela recuperação dos mercados. (Foto: Envato Elements)

As operações globais de fusões e aquisições podem alcançar US$ 6,4 trilhões em 2026, segundo projeção do Morgan Stanley. Com isso, o mercado poderá superar o recorde registrado em 2021, impulsionado pela valorização das bolsas e pela retomada da confiança das empresas.

Segundo o banco, a atividade global voltou a acelerar após um período marcado por juros elevados e volatilidade financeira. Nesse cenário, companhias de diferentes setores passaram a retomar negociações estratégicas e avaliar novas oportunidades de expansão.

Fusões e aquisições aceleram em 2026

O Morgan Stanley informou que o ritmo das transações ganhou força no segundo trimestre. Os negócios anunciados cresceram mais de 64% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já as operações concluídas avançaram mais de 33%.

Entre os setores com maior volume de negociações estão software, serviços públicos, energia e saúde. Além disso, o banco aponta que o ambiente de mercado se tornou mais favorável para grandes operações corporativas.

As empresas também passaram a enxergar um cenário regulatório mais previsível nos Estados Unidos. De acordo com o Morgan Stanley, a atual gestão do presidente Donald Trump tem adotado uma postura mais receptiva às grandes transações, reduzindo parte das incertezas relacionadas às regras antitruste.

“Em linha com nossas expectativas antes das eleições de 2024, o governo Trump tem adotado um regime regulatório mais brando, embora com nuances importantes por trás disso. Isso significa que o cenário de fusões e aquisições tornou-se mais favorável.”

Capital disponível reforça perspectivas

Por outro lado, o banco avalia que a redução das incertezas geopolíticas também favorece novas operações. Com isso, empresas tendem a reestruturar seus negócios, enquanto gestoras de private equity aceleram investimentos.

O Morgan Stanley estima que gestores de ativos alternativos disponham de cerca de US$ 4,3 trilhões para novas transações. Além disso, os anúncios de operações apoiadas por esses investidores cresceram mais de 10% no segundo trimestre.

Juros seguem no radar

Apesar do cenário positivo, o banco alerta que possíveis aumentos nas taxas de juros continuam sendo um fator de risco. Isso porque custos mais elevados de financiamento reduzem a atratividade das aquisições alavancadas.

Ainda assim, o Morgan Stanley considera que a atual onda de fusões e aquisições tem demonstrado resiliência. Por fim, os resultados do segundo trimestre dos principais bancos dos Estados Unidos, previstos para a próxima semana, devem oferecer novos sinais sobre o ritmo das operações, bem como sobre as emissões de dívida e ações.

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