Brasil e EUA: indústria propõe acordo para evitar tarifas

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CNI, a Amcham Brasil e a U.S. Chamber propuseram uma agenda de negociação para fortalecer o comércio entre Brasil e Estados Unidos. (Foto: Magnific)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Amcham Brasil e a U.S. Chamber of Commerce divulgaram uma carta conjunta em defesa da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. Com isso, as entidades apresentaram uma proposta de negociação em duas etapas. O objetivo é evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros e fortalecer o comércio bilateral.

A manifestação foi encaminhada ao ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Marcio Elias Rosa; ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; ao representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer; e ao secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo as entidades, a iniciativa ocorre após a reunião entre os presidentes dos dois países, realizada em maio. Ao mesmo tempo, acontece durante a investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301.

Comércio entre Brasil e EUA

A proposta divide as negociações em duas fases. Em um primeiro momento, o setor privado defende uma solução para a investigação da Seção 301. Dessa forma, pretende evitar tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Ao mesmo tempo, busca ampliar a confiança entre as duas economias.

Entre as prioridades de curto prazo, o documento propõe:

  • Maior acesso aos mercados para insumos industriais, bens de capital e produtos destinados à segurança energética, infraestrutura de data centers e inteligência artificial;
  • Maior cooperação regulatória nos setores automotivo, farmacêutico, de saúde animal e de dispositivos médicos;
  • Extensão da moratória da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a isenção do imposto de importação para transmissões eletrônicas;
  • Mais agilidade na análise de patentes e redução do estoque de pedidos no Brasil. Além disso, o texto defende o fortalecimento do combate à pirataria e à contrafação;
  • Cooperação em minerais críticos, incluindo mapeamento geológico, pesquisa, investimentos e desenvolvimento de cadeias bilaterais de fornecimento;
  • Implementação integral do Protocolo Anticorrupção do Acordo de Cooperação Econômica e Comercial (ATEC).

Agenda para o comércio entre Brasil e EUA

Posteriormente, as entidades sugerem ampliar o diálogo sobre temas estruturais. Entre eles, estão a cooperação em minerais críticos, a resiliência das cadeias de suprimentos, a facilitação do comércio e a segurança alimentar e energética.

Nesse sentido, a carta defende uma agenda permanente de negociação. Assim, Brasil e Estados Unidos podem reduzir barreiras comerciais. Por consequência, as empresas dos dois países tendem a ampliar oportunidades de negócios e investimentos.

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