O Ceará ampliou a estratégia de interiorização do desenvolvimento econômico com a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) para instalar uma indústria de beneficiamento de coco em Russas. O acordo foi firmado entre a Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) e o Grupo Dikoko na última quinta-feira (2).
Com isso, o investimento fortalece o agronegócio no Vale do Jaguaribe e diversifica a economia da região. Além disso, o projeto impulsiona a cadeia produtiva do coco e amplia as oportunidades para produtores locais.
Cadeia produtiva do coco
A nova unidade será instalada no Perímetro Irrigado Tabuleiro de Russas. Dessa forma, o empreendimento aproveitará a infraestrutura logística do município, localizado a 165 quilômetros de Fortaleza e com acesso ao Porto do Pecém. Ao mesmo tempo, a proximidade com a Universidade Federal do Ceará (UFC) deverá favorecer a formação de mão de obra qualificada.
Segundo Fábio Feijó, secretário da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), o investimento amplia uma cadeia produtiva que já apresenta resultados no estado. O gestor destacou que a chegada da indústria fortalece a produção agrícola, estimula novos plantios de coco e impulsiona uma cadeia de maior valor agregado. Ele também afirmou que o projeto reconhece o potencial do Perímetro Irrigado Tabuleiros de Russas.
Visão do Grupo Dikoko
Raimundo Dias de Almeida, proprietário e CEO do Grupo Dikoko, afirmou que a empresa identificou potencial para expandir a cultura do coco no Litoral Leste.
“Acreditamos na cadeia e estamos levando o que ela produz aqui no Brasil, especialmente no Nordeste, para todos os lugares do globo“, afirmou Dias de Almeida.
Em seguida, o empresário destacou que Russas reúne bons produtores e possui condições favoráveis para ampliar essa atividade. Segundo ele, o objetivo é fortalecer o desenvolvimento da cultura do coco na região.
Atualmente, o Ceará lidera a produção nacional de coco-da-baía e responde por quase 25% do mercado brasileiro. Por isso, a nova unidade utilizará tecnologia de envase asséptico (Tetra Pak), que dispensa conservantes e atende à crescente demanda por produtos clean label.
Projeto terá foco em sustentabilidade
O empreendimento priorizará o mercado externo, especialmente a América do Norte e a Europa. Além disso, adotará práticas de ESG para aproveitar integralmente o coco.
Entre as aplicações previstas estão:
- Água e polpa destinadas à indústria de alimentos.
- Casca e fibra para produção de substrato agrícola.
- Biochar voltado a aplicações agrícolas e ambientais.
Por fim, a expectativa é que a nova unidade gere benefícios diretos e indiretos para Russas, o Vale do Jaguaribe e o Ceará, fortalecendo uma cadeia considerada estratégica para a economia estadual.
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