O Floresta Viva ganhou um novo reforço financeiro para projetos de restauração ecológica no Brasil. Com isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Grupo Heineken assinaram um protocolo de intenções que prevê a doação de R$ 5 milhões para a iniciativa.
Dessa forma, a Heineken se torna a primeira empresa privada a aderir ao Floresta Viva 2, fase lançada em 2025. Ao mesmo tempo, os recursos apoiarão projetos voltados à restauração ecológica com espécies nativas e sistemas agroflorestais.
Floresta Viva amplia captação
Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES, e Rafael Rizzi, diretor de Transformação do Grupo Heineken Brasil, assinaram o acordo nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro.
Atualmente, o Floresta Viva 2 já conta com R$ 100 milhões do BNDES. Além disso, a iniciativa tem como meta alcançar R$ 250 milhões por meio de recursos de instituições parceiras.
Nesse contexto, Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou que a adesão da Heineken fortalece a mobilização de recursos para recuperação ambiental.
“A restauração ecológica é uma das grandes oportunidades do Brasil na agenda climática. Com o Floresta Viva, o BNDES mostra que é possível mobilizar recursos públicos e privados para recuperar áreas degradadas, fortalecer cadeias produtivas, gerar empregos verdes e proteger nossos biomas. A adesão da Heineken Brasil reforça a confiança do setor privado nessa agenda e amplia a capacidade do país de transformar restauração em desenvolvimento sustentável”, afirmou.
Fortalecimento dos biomas
Lançada em 2025, a nova etapa da iniciativa contempla projetos nos biomas Cerrado, Caatinga, Pantanal, Pampa e Mata Atlântica.
Ao mesmo tempo, a nova fase amplia o escopo de atuação ao incluir ações de conservação da biodiversidade. Da mesma forma, os projetos poderão gerar créditos de biodiversidade, além dos créditos de carbono já previstos anteriormente.
Segundo Rafael Rizzi, a parceria está alinhada à estratégia ambiental da companhia.
“A gestão responsável dos recursos naturais, especialmente da água, é um pilar do nosso negócio. A parceria com o BNDES no Floresta Viva amplia o impacto das nossas iniciativas e reitera o papel do setor privado na construção de soluções baseadas na natureza que conciliem conservação ambiental, inclusão produtiva e desenvolvimento econômico.”
Floresta Viva reúne parceiros
Além da Heineken, o Floresta Viva 2 já recebeu adesões do Banco do Nordeste (BNB), do Governo de Sergipe, do Governo do Piauí e da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Ao todo, os parceiros somam:
- R$ 50 milhões do Banco do Nordeste (BNB)
- R$ 50 milhões do Governo de Sergipe
- R$ 78 milhões do Governo do Piauí
- R$ 5 milhões da Prefeitura do Rio de Janeiro
Nesse sentido, Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES, destacou o papel das parcerias para ampliar o alcance da iniciativa.
“Ao reunir empresas, governos e organizações executoras, o BNDES consegue ampliar escala, recuperar áreas degradadas, proteger recursos hídricos e fortalecer uma cadeia produtiva que gera trabalho, renda e benefícios ambientais para o país. A entrada da HEINEKEN Brasil nesta nova fase reforça a importância da participação do setor privado na agenda climática e de biodiversidade”, afirmou.
Floresta Viva alcança 128 municípios
A primeira edição da iniciativa já mobilizou aproximadamente R$ 470 milhões. Desse total, metade dos recursos veio do BNDES e metade de instituições apoiadoras.
Até o momento, o programa anunciou 17 editais, com previsão de contratação de 115 projetos e restauração de cerca de 15 mil hectares.
Além disso, os 53 projetos já contratados alcançam:
- 56 unidades de conservação
- 13 terras indígenas
- 128 municípios
- 17 estados e o Distrito Federal
Por fim, a nova fase também prevê programas de capacitação para organizações de povos e comunidades tradicionais, fortalecendo a participação desses grupos em projetos de restauração ecológica em pequena escala.
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