O Governo Federal projeta destinar cerca de R$ 550 bilhões em crédito rural no Plano Safra 2026/27. O valor representa um crescimento aproximado de 10% em relação ao ciclo anterior, que disponibilizou R$ 516 bilhões para o setor agropecuário.
A estimativa foi apresentada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, durante reunião do Conselho do Agronegócio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Segundo o ministro, o anúncio oficial do novo Plano Safra 2026/27 está previsto para o dia 1º de julho.
Além disso, André de Paula destacou que, desde o início da atual gestão federal, foram mobilizados R$ 1,547 trilhão em recursos para o agronegócio.
De acordo com o ministro, o montante supera em mais do que o dobro os R$ 713 bilhões disponibilizados nos quatro anos da administração anterior.
“Queremos construir um Plano Safra robusto, mas também assegurar que a taxa de juros caiba no bolso do produtor rural”, afirmou.
Agronegócio responde por cerca de 25% do PIB brasileiro
Durante o encontro, André de Paula ressaltou a importância econômica do setor agropecuário para o país.
Segundo ele, o agronegócio representa aproximadamente 25% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e responde por cerca de metade das exportações nacionais.
Ao passo que o segmento é responsável pela geração de milhões de empregos diretos e indiretos em todo o país.
Para o ministro, o fortalecimento do setor depende da atuação conjunta envolvendo o governo e os produtores rurais.
“Por isso, é fundamental que governo e setor produtivo caminhem juntos, construindo soluções que fortaleçam a produção, ampliem oportunidades e garantam mais competitividade para o Brasil”, frisou.
Governo busca novos mercados internacionais para o agronegócio
Outro ponto destacado pelo ministro foi a estratégia de expansão comercial do agronegócio brasileiro no exterior.
Segundo André de Paula, desde o início do atual governo foram registradas 616 aberturas de mercado, alcançando 88 destinos internacionais.
Contudo, a meta do Ministério da Agricultura é atingir 700 novas viabilidades comerciais até o fim do ano.
Atualmente, a China permanece como o principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro.
Nesse contexto, o ministro mencionou os avanços recentes nas relações comerciais entre Brasil e China, especialmente em setores estratégicos da produção agropecuária.
Por fim, André de Paula enfatizou a importância do sistema brasileiro de defesa agropecuária para a manutenção da competitividade do país nos mercados internacionais.
Ele aponta que a estrutura nacional possui capacidade de resposta rápida diante de eventuais emergências sanitárias, fator considerado fundamental para garantir a segurança dos produtos brasileiros e fomentar o acesso a novos mercados.
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