Arthur Frota, fundador da Tallos, investe R$ 25 mi na criação de nova empresa

Arthur Frota
O empresário fundou a AFPAR, que é uma holdind de aquisições de participação no aspecto de congregar e investir em empresas de tecnologia. (Foto: Divulgação)

O empreendedor Arthur Frota afirmou que arremeteu para constituir o início da corporação que o próprio fundou neste ano, a AFPAR, o valor de R$ 25 milhões. Segundo o diretor-executivo da corporação, a gestão de negócios se mobiliza neste momento na fase de modelagem.


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A AFPAR é uma holding de aquisições de participação no aspecto de congregar e investir em empresas de tecnologia. A metodologia consiste em um grupo ingressar como sócio ativo e, a partir de então, organizar e fortalecer degraus de aplicações conjunturais.

Arthur Frota é o empresário que estabeleceu, em setembro de 2017, uma empresa especializada na área de software, a Tallos, no qual se configurou posteriormente numa das maiores transações financeiras do Nordeste, comercializando para a corporação RD Station (Grupo TOTVS), no valor de uma cifra inicial de cerca de R$ 6,7 milhões, finalizando em nove dígitos no final da tramitação financeira.

Antes da Tallos, Arthur criou a primeira startup em 2016, na garagem da casa que morava no município de Maracanaú, a Mega Sac, plataforma digital de atendimento, procedimento que, para à época, incorporava atendimento ao cliente integrando WhatsApp, Instagram e Messenger em uma única interface, algo inédito para aquele momento. O investimento inicial chegou à quantia de R$ 25 mil.

“Eu sempre soube que eu queria criar algo grande, relevante, e vi que o principal mercado para criar algo relevante seria no mercado de relacionamento digital, porque tudo era relacionamento. Eu via que as empresas não estavam adeptas a se relacionar com os seus clientes, elas atendiam por telefone ainda. E observava que os clientes não eram atendidos por telefone, eles já usavam redes sociais no dia a dia, então vi como oportunidade de negócio”, acrescenta Arthur.

Sala da AFPAR, com representação na capital cearense e São Paulo.

Negócios digitais deslancham na pandemia

A Mega Sac serviu de inspiração administrativa para a criação da Tallos, com um aditivo ao que concerne a utilização de Inteligência Artificial, e em virtude também da saída de um sócio do Rio de Janeiro. Arthur Frota revela que os negócios deslancharam no período da pandemia, onde consequentemente o circuito digital se intensificou.

A venda da Tallos ocorreu, conforme o empresário, porque pressentiu o fim de um ciclo, e o crescimento mercadológico da indústria de comércio digital de serviços, “porque eu estava observando que esse meu mercado estava virando commodity com o tempo, estava verificando que muitas empresas de WhatsApp estavam começando a surgir com o tempo depois da pandemia”, explica.

Arthur Frota lançou em março deste ano o livro que narra o percurso detalhado das negociações da Tallos, a obra “Enquanto uns falam, outros escalam: de que lado você quer ficar?”. Na primeira semana a vendagem alcançou quatro mil unidades, com previsão nessa semana de atingir sete mil dígitos de livros vendidos. Está previsto, em breve, um lançamento da obra em São Paulo. 

E no início de abril, Arthur Frota, assumiu o cargo de embaixador no Ceará no grupo de investimento-anjo e ecossistema de inovação brasileiro, a BR Angels. O grupo de negócios abrange cerca de 400 C-Levels membros e mais de 30 startups investidas, que somadas, atingem valuation aproximado de R$ 2 bilhões

A trajetória de um visionário empresário

A vida de Arthur Frota sempre se entrelaçou nos anseios de se adequar a superar desafios. Nascido em Fortaleza, mas criado em Maracanaú, a separação dos pais, aos nove anos, marcou uma fase em que a presença da mãe, Dilvana Frota, o influenciou, pois era a principal renda da casa, sendo vendedora de uma loja de móveis. Nesse contexto, Arthur revela que incutiu nele uma forma de inspiração.

“Porque eu vi uma mulher de garra, de fibra, para sustentar os filhos, enfim, correta, pegando o ônibus, de domingo a domingo, então ela abdicou de comprar um carro pra ela para poder comprar algo para a gente, ter um lazer, uma educação. Estudei boa parte em escola pública, mas depois fui bolsista numa escola particular lá em Maracanaú, onde ela comprava as apostilas. Ela sempre se dedicou para criar a gente, e tudo isso me inspirava a prosperar”, enfatiza Frota. 

O esforço da mãe aguçou Arthur a progredir na vida e nos negócios, em primeiro, comprar uma casa para a Dilvana, pois viviam em aluguel, e aludiu que o empreendedorismo iria fornecer a possibilidade de novas referências. Logo cedo Dilvana bancou um curso de Computação para Arthur, e aos 12, 13 anos, já mexia no ofício. Além disso, ele prosseguiu em programar sistemas digitais, despertando cada vez mais o tino no ramo da tecnologia. Para completar o quadro, Arthur sempre teve uma tendência escolar para Matemática. 

No entanto, em paralelo, a primeira experiência profissional com carteira assinada não foi no segmento de tecnologia, mas no setor jurídico, dos 15 aos 16 anos, em Maracanaú. Posteriormente, iniciou a jornada numa empresa de call center, e aos 20 anos finalmente ingressou no rumo da tecnologia, como técnico do setor de TI da Esmaltec, na mesma cidade.

“Com 23 para 24 anos, saí de lá e ingressei como técnico de TI de uma pequena empresa em Fortaleza, não me adaptei a cultura e fui desligado. E a partir dali foi o meu start. Qual seria o meu próximo passo? Empreender. Eu não vou voltar para o mercado, vou empreender com essa minha habilidade que tenho para criar negócios”, complementou Arthur, explicando quando iniciou a epopeia empresarial.

O empreendedor nato no 1º Ramp Up Valley

Os esclarecimentos foram concedidos em entrevista exclusiva concedida à Trends durante o encontro do 1º Ramp Up Valley: Edição M&A, no NOM Frutos do Mar, nesta quinta-feira (23), que contou com a palestra de Arthur Frota.

Na ocasião, o fundador da Ramp UP BusinessGabriel Franco, relata que a impressão absorvida no panorama se atribui ao fato que Arthur se dedica a cultura corporativa estabelecida na empresa, no aspecto que a entidade prossiga nas diretrizes assertivas. Gabriel destaca que o empreendedor cearense é um case de sucesso, que estipula grau de inspiração para os empresários, e vislumbra que indubitavelmente servirá de inspiração para as novas gerações vindouras de executivos.

“Ele não se deslumbrou, apesar de grandes investimentos chegando para a empresa dele, ele não aceitou qualquer dinheiro, de qualquer forma, foi muito racional. E para uma pessoa vindo da periferia, é muito difícil você ter discernimento para poder ver o dinheiro chegando, passando e esperando o momento certo. Acho que ali ele fez boas escolhas, e obviamente a mentalidade dele em relação a empreender, que é muito difícil nesse ramo de tecnologia, o faz um empreendedor nato”, avalia Gabriel.

Arthur Frota ministra palestra no 1º Ramp Up Valley: Edição M&A. (Foto: Marcos Vinycius Caju/Caju Produções)

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