Ceará inicia comitê para ampliar inovação no agronegócio

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Ceará inicia trabalhos do CEGEIA, comitê formado por 20 instituições para impulsionar inovação, tecnologia e modernização do agronegócio. (Foto: Divulgação)

O Ceará deu início aos trabalhos do Comitê Estadual Gestor para Inovação Agropecuária (CEGEIA), grupo formado por 20 instituições e criado para impulsionar a aplicação de tecnologia no agronegócio cearense. A primeira reunião ordinária ocorreu na sede da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE), em Fortaleza, como parte do programa MAPA Conecta, iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária voltada à modernização do setor agropecuário nacional.


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Durante o encontro, os integrantes aprovaram o regimento interno e definiram a estrutura de liderança do colegiado. A presidência ficará sob responsabilidade da SDE, representada por Silvio Carlos Ribeiro, secretário executivo do Agronegócio, enquanto a secretaria executiva será conduzida por Ariane Soares, representante do MAPA. A proposta do grupo é atuar como articulador entre governo, academia e setor produtivo para acelerar a inovação no campo.

O CEGEIA funcionará com divisão em cinco grupos de trabalho (GTs), responsáveis por mapear gargalos e oportunidades dentro do agronegócio local. A missão central será elaborar um diagnóstico do setor e, posteriormente, estruturar um plano de ações voltado ao fortalecimento da agroindústria cearense por meio da incorporação de novas tecnologias.

Comitê terá foco em plano prático para o setor

Segundo Rennys Frota, secretário executivo de Planejamento e Gestão Interna da SDE, a proposta é que o colegiado tenha atuação prática e produza entregas concretas ao longo de sua execução. “Precisamos ter um plano para que possamos nos autocobrar. Se não tivermos o desdobramento de cada projeto, as reuniões tendem a se esvaziar. O compromisso do governo Elmano é olhar no olho e ter agenda aberta para transformar ideias boas em resultados”, afirmou o executivo da SDE.

Rennys também destacou o potencial logístico do Ceará como corredor estratégico para o fluxo de mercadorias e apontou a relevância de projetos estruturantes ligados à produção de insumos agrícolas e à gestão hídrica, citando como exemplo iniciativas desenvolvidas na região de Iguatu. Para ele, esses fatores ampliam a competitividade do estado dentro do agronegócio nacional.

Na avaliação de Silvio Carlos, presidente do comitê, o grupo deve atuar como elo entre o conhecimento produzido em universidades e centros de pesquisa e sua aplicação prática pelos produtores rurais. “Esperamos que o comitê ajude a criar esse ecossistema de inovação. Queremos transformar ideias em realidade para aumentar a produtividade, gerar emprego e renda no campo”, ressaltou o gestor da SDE.

Além da definição da estrutura interna, a reunião também serviu para empossar instituições ausentes no evento inicial realizado na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), estabelecer o calendário de encontros periódicos e iniciar o levantamento de dados para o Diagnóstico de Inovação Agropecuária Estadual. Com isso, o CEGEIA passa a operar com a meta de modernizar a agricultura local e inserir o Ceará nas principais rotas tecnológicas do agronegócio.

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