O setor de eventos brasileiro iniciou 2026 em forte expansão e alcançou novos recordes de consumo e emprego formal, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE). Dados do Radar Econômico da entidade apontam que o consumo em atividades de recreação somou R$ 25,33 bilhões no primeiro bimestre, maior valor da série histórica iniciada em 2019, enquanto o estoque de empregos formais do núcleo principal do segmento chegou a 205.538 vínculos em fevereiro.
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O resultado mantém o setor de eventos acima dos níveis observados antes da pandemia e reforça a continuidade da demanda por atividades ligadas à cultura, entretenimento e recreação. O cálculo considera dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e da massa de rendimento real apurada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.
“Os dados confirmam que o consumo das famílias nas atividades de recreação e entretenimento permanece forte. Mesmo com todos os impactos causados pela pandemia, quando ficamos totalmente paralisados, o setor de eventos se consolidou como um vetor relevante da retomada da economia brasileira, com impacto direto sobre renda, emprego e uma ampla cadeia de serviços”, afirma Doreni Caramori Júnior, presidente da ABRAPE.
No mercado de trabalho, o volume atual representa crescimento de 84,5% frente aos 111.401 trabalhadores formais registrados em 2019, o equivalente à criação de 94.137 postos no período, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).
Entre os segmentos monitorados, a organização de eventos lidera a expansão, com alta de 149,1% no número de vínculos formais ante 2019. Também registraram avanço as áreas de patrimônio cultural e ambiental (64,5%), atividades artísticas e espetáculos (58%), produção de eventos esportivos (52%) e recreação e lazer (21,9%).
O impacto do segmento também alcança o chamado hub setorial, que reúne áreas como turismo, hospedagem, alimentação, publicidade e infraestrutura. Nesse conjunto, o estoque de empregos passou de 3,45 milhões em 2019 para 4,27 milhões em fevereiro de 2026, crescimento de 23,8%, com destaque para Publicidade e Propaganda, que avançou 95,9%, e infraestrutura para promoção de eventos, com alta de 84,3%.
“Os números mostram que o setor de eventos não apenas se recuperou, mas atingiu um novo patamar estrutural. Esse desempenho reforça a importância de políticas públicas que garantam previsibilidade e segurança jurídica, como foi o caso do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), permitindo que a cadeia produtiva continue investindo, gerando empregos e movimentando a economia em todo o país”, destaca Doreni.
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