A Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) participou do Nvidia GTC 2026, principal evento mundial de inteligência artificial e computação acelerada, realizado em março, na Califórnia, e alinhou sua estratégia para implantação de um hub de inteligência artificial entre 2026 e 2030 às tendências debatidas no encontro.
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O projeto prevê o uso da infraestrutura de alto desempenho instalada no data center da estatal, com Unidades de Processamento Gráfico (GPUs) da Nvidia, para estruturar uma “fábrica de inteligência” governamental voltada à soberania de dados no Ceará.
Durante o evento, Danilo Reis Vasconcelos, diretor técnico da Etice, visitou a sede da Nvidia ao lado do professor André Moura, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), e foi recebido por Márcio Aguiar, diretor da companhia para a América Latina. Na ocasião, o representante apresentou os planos do Governo do Ceará para implantação de um Polo de Inovação em Inteligência Artificial.
Segundo Reis, a Nvidia demonstrou interesse em levar ao hub cearense o programa Nvidia Inception, voltado ao desenvolvimento de startups de inteligência artificial, além do Deep Learning Institute (DLI) Ambassador Program, iniciativa dedicada à formação de instrutores certificados para ministrar workshops oficiais sobre IA, aprendizagem profunda e computação acelerada em universidades e centros de pesquisa.
De acordo com o diretor, o programa oferece acesso a materiais de formação gratuitos, infraestrutura de GPUs em nuvem para alunos e certificações técnicas reconhecidas mundialmente, sendo direcionado a professores universitários e pesquisadores que atuam na formação de novos profissionais de tecnologia.
Tendências globais de IA
As discussões do Nvidia GTC 2026 também serão apresentadas por Danilo Reis Vasconcelos durante edição do Circuito de Desenvolvimento Institucional da Etice, marcada para 14 de abril. O evento consolidou a avaliação de que a inteligência artificial ultrapassou o ambiente digital e passou a ocupar papel estrutural na economia e na operação de empresas.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, classificou esta edição como o marco da “Era Industrial da IA”, afirmando que a tecnologia se tornou infraestrutura estratégica para nações e companhias. Segundo dados apresentados no encontro, os pedidos da Nvidia para o período de 2026 a 2027 já superam US$ 1 trilhão. A palestra do executivo reuniu 22 mil pessoas presencialmente, enquanto outras 40 mil acompanharam a apresentação por telões.
Entre as principais tendências apresentadas esteve a expansão da IA Física (Physical AI), voltada ao desenvolvimento de robôs, veículos autônomos e simulações industriais, além dos Agentes de IA (Agentic AI), sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma, acessando ferramentas, tomando decisões e aprendendo com o tempo. Também ganhou destaque o conceito de Fábricas de IA (AI Factories), que redefine centros de dados como estruturas voltadas à produção contínua de inteligência e novos serviços digitais.
Outro anúncio relevante foi o lançamento da plataforma Vera Rubin, nova arquitetura da Nvidia que entrega o dobro de desempenho da geração anterior. Segundo a companhia, o chip é 5,5 vezes mais rápido que os modelos anteriores e consome dez vezes menos energia, fator considerado estratégico para reduzir custos operacionais e ampliar a sustentabilidade de aplicações de inteligência artificial em larga escala.
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