A transformação do mercado imobiliário passa, cada vez mais, por modelos inovadores de negócio e por uma leitura estratégica das novas demandas de moradia e investimento. Em Pernambuco, esse movimento ganha força com a atuação de grupos que aliam tradição jurídica, visão empresarial e soluções modernas de desenvolvimento. É o caso da GMG Premiere, empresa de incorporação e desenvolvimento imobiliário, com foco em exclusividade e Design, fundada em 2012.
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A empresa lidera uma proposta que vai além da construção de empreendimentos: aposta na cocriação com investidores por meio das Sociedades de Desenvolvimento Imobiliário (SDIs), modelo que vem reposicionando a forma de pensar o mercado, criando projetos marcados por exclusividade, inovação e integração com o estilo de vida contemporâneo.
Nesse formato, os sócios reúnem esforços e capital para o desenvolvimento de um empreendimento específico. Assim, existe uma participação mais efetiva dos envolvidos em todas as etapas do projeto, desde o planejamento até a execução. Cada SDI é vinculada exclusivamente a um único empreendimento, o que garante foco total e transparência em todo o processo.
À frente da GMG Premiere está o advogado Guilherme de Moraes Guerra, que une experiência jurídica e atuação empresarial. Além da empresa, Guilherme vem atuando no setor de Meio Ambiente e Legislação da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco, com papel importante na modernização do mercado imobiliário pernambucano, especialmente em um cenário onde a conformidade legal e as questões ambientais ganham cada vez mais peso nos novos empreendimentos.
Nesta entrevista exclusiva para a TRENDS, Guilherme Guerra fala da tradição da sua família e as transformações que estão acontecendo no mercado e a participação da GMG Premiere. Confira:
TRENDS: Como a tradição de mais de um século da sua família influencia sua atuação no Direito Imobiliário hoje?
Guilherme: A tradição jurídica de 118 anos e quatro gerações da família Moraes Guerra é o alicerce da nossa atuação. Essa herança personifica a evolução do Direito Imobiliário em Pernambuco, permitindo que o escritório mantenha um legado centenário aliado a uma prática moderna e especializada. O conhecimento acumulado ao longo de mais de um século consolidou a família como um pilar no setor.
De que forma o mercado imobiliário pernambucano evoluiu nos últimos anos, especialmente diante das novas exigências legais e ambientais?
O mercado passou por uma modernização necessária, na qual a conformidade legal e as questões ambientais ganharam peso decisivo nos novos empreendimentos. Pernambuco é hoje reconhecido por empresas de grande porte na prestação de serviços, com construtoras figurando entre as dez maiores do Brasil e expandindo sua atuação por todo o Nordeste.
Você enxerga um momento de “disrupção” no setor? Quais são os principais sinais dessa transformação no Recife?
A disrupção é visível pelo surgimento de diversos empreendimentos conceituais que vêm transformando o cenário da cidade. Há uma transição de projetos puramente funcionais para modelos que priorizam arquitetura autoral, soluções sustentáveis e experiências integradas ao estilo de vida dos usuários.
Projetos como o Novo Recife e o Cais José Estelita mudam a dinâmica urbana. Qual o impacto real dessas iniciativas para a cidade?
Essas iniciativas, juntamente com a revitalização do Recife Antigo e de bairros como São José, Santo Antônio e Santa Rita, promovem uma requalificação urbana significativa. Um exemplo prático é a recente inauguração do Novotel Recife Marina, que traz um padrão internacional ao Cais José Estelita e ajuda a redefinir o potencial turístico e econômico da região.
Em que momento surgiu a decisão de ir além da advocacia e atuar diretamente como desenvolvedor imobiliário?
A decisão surgiu naturalmente a partir da vasta experiência em assessoria jurídica para grandes empresas do setor. O desejo de contribuir ativamente para o mercado, aplicando a visão de negócio adquirida ao longo de décadas, culminou na criação da GMG Premiere, em 2012.
O modelo de Sociedade de Desenvolvimento Imobiliário (SDI) ainda é pouco conhecido. O que o torna tão atrativo em comparação aos formatos tradicionais?
O diferencial da SDI é permitir que os sócios invistam capital próprio no desenvolvimento de projetos que alinham arquitetura e estilo de vida. Ao contrário do modelo tradicional de compra de unidade pronta, a SDI promove a consolidação patrimonial por meio de uma participação mais direta no desenvolvimento do ativo.
Como funciona, na prática, a participação dos sócios dentro de uma SPE e quais são os diferenciais dessa estrutura?
Na prática, são criadas Sociedades de Propósito Específico (SPEs) para cada empreendimento, garantindo foco e transparência. Trata-se de uma estrutura jurídica que pode assumir formatos como LTDA, SCP ou S.A. de capital fechado. O modelo prevê envolvimento direto dos sócios, que reúnem capital e participam de todas as etapas, do planejamento à execução, além da exclusividade, já que cada SDI está vinculada a um único projeto.
A GMG Premiere fala muito em “experiência” e não apenas em imóveis. Como esse conceito se traduz nos empreendimentos?
Esse conceito se traduz na criação de “refúgios”, onde a arquitetura se integra à rotina do cliente. Isso envolve a oferta de serviços diferenciados, como vinícolas boutique, haras privativos e localizações exclusivas em destinos como Fernando de Noronha e Lisboa.
O Vin Club Premiere reúne vinho, arquitetura e estilo de vida. Esse tipo de projeto aponta para uma nova tendência no mercado imobiliário?
Sim. O projeto reflete a busca por exclusividade e experiências sensoriais. Ele une o desejo por uma residência de alto padrão à enogastronomia, oferecendo uma vinícola própria assinada pelo enólogo Paulo Laureano, além de estrutura de lazer completa, com haras e piscinas privativas.
Pensando no futuro, quais são os próximos passos da GMG Premiere e como você enxerga o mercado imobiliário brasileiro nos próximos anos?
Os próximos passos incluem a expansão para novos mercados, com projetos em desenvolvimento em Gravatá, no agreste de Pernambuco, e a internacionalização em Lisboa. O mercado brasileiro deve continuar evoluindo com modelos que envolvam o cliente como sócio no desenvolvimento, atraindo um público mais exigente, em busca de novas formas de investimento e inovação urbanística.
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