A tecnologia atua como ferramenta de apoio à decisão, fornecendo informações adicionais que ajudam a reduzir erros. (Foto: Divulgação/FIFA)
A presença da tecnologia no esporte não é novidade. Ao longo das últimas décadas, sensores, estatísticas avançadas e sistemas de vídeo passaram a integrar o ambiente competitivo em diversas modalidades. Nos últimos anos, porém, um conjunto específico de tecnologias ganhou destaque: sistemas baseados em visão computacional e inteligência artificial capazes de analisar imagens e movimentos em tempo real.
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No futebol, o exemplo mais conhecido é o VAR, o árbitro assistente de vídeo. Para muitos torcedores, ele aparece apenas como a linha do impedimento ou como o replay utilizado para revisar jogadas polêmicas. Por trás dessa interface visível, entretanto, existe um sistema tecnológico complexo, que utiliza múltiplas câmeras posicionadas estrategicamente e algoritmos capazes de interpretar as imagens capturadas, identificando posicionamentos de jogadores, trajetórias da bola e eventos específicos durante a partida.
A base tecnológica desses sistemas é a visão computacional, que permite que algoritmos interpretem imagens de forma semelhante à percepção humana, mas com capacidade muito maior de processamento. Enquanto um observador consegue acompanhar apenas parte das ações em campo, sistemas automatizados podem analisar simultaneamente todos os jogadores, a bola e as linhas do campo.
Mesmo assim, o objetivo não é substituir o árbitro. O esporte envolve interpretação, contexto e julgamento. A tecnologia atua como ferramenta de apoio à decisão, fornecendo informações adicionais que ajudam a reduzir erros e ampliar a precisão das análises.
Outro campo relevante é o combate à manipulação de resultados. Em competições com grande volume de apostas, sistemas de análise automatizada podem identificar padrões incomuns de comportamento durante uma partida, como eventos estatisticamente improváveis ou decisões suspeitas. Esses sinais funcionam como alertas iniciais que podem orientar investigações posteriores.
A visão computacional também vem sendo aplicada no acompanhamento do desempenho dos atletas. Câmeras e sensores permitem analisar movimentos corporais com grande precisão, identificar padrões biomecânicos e detectar sinais de desgaste físico que podem indicar risco de lesões.
Historicamente, o esporte funciona como um laboratório para novas tecnologias. Sistemas desenvolvidos nesse ambiente muitas vezes encontram aplicações posteriores em áreas como mobilidade urbana, segurança e análise de comportamento humano.
Nesse cenário, o desafio é encontrar equilíbrio entre precisão tecnológica e essência humana do esporte, garantindo que a tecnologia torna as competições mais justas sem comprometer aquilo que torna o jogo apaixonante.

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