A Trends acompanhou o painel ‘Negócios sem fronteiras – estratégia para mulheres que querem expandir negócios’, e entrevistou uma especialista. (Foto: Ducker Studios)
O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae – Ce) promoveu em um dia imersivo voltado ao público feminino numa série de ações direcionadas ao empreendedorismo do gênero, o “4ª Encontro Mulheres que Movimentam”.
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O evento ocorreu nesta terça-feira (17), no Centro de Eventos, e a Trends acompanhou o debate do painel ‘Negócios sem fronteiras – estratégia para mulheres que querem expandir negócios – Clube Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa’. Na ocasião, se discorreu sobre a temática da inserção feminina na viabilidade de integração ao comércio exterior com vendas de produtos e serviços, ao que concerne o entendimento de causa para orientar as mulheres para ingresso neste tipo de circuito.
Para a advogada Carolina Parente, especialista em Transações Imobiliárias Internacionais, em entrevista exclusiva a Trends, a principal barreira que considera para que mulheres se engajem no ecossistema do empreendedorismo internacional se situa no aspecto da crença de que a mulher pode expandir fronteiras no aspecto de ampliar o próprio critério de negócios.
De acordo com a especialista, o produto ou o serviço precisam estar enquadrados nas normas vigentes de ambos os países entrelaçados nas transações. Carolina esclarece que o critério também se estabelece nas particularidades de recepção do produto.
“O Brasil é um grande produtor de produtos artesanais, então a Europa recebe bem essa linha. Os nossos produtos considerados naturais, aqui no caso do Ceará, a rapadura, o mel, tem uma boa aceitação, mas dependendo do país, eles prosseguem ou não. O vestuário também é aceito, mas nós não somos considerados internacionalmente um polo de moda, podemos ser por exemplo para algumas culturas, como por exemplo, a África se espelha no Brasil, mas quando a gente trata de Paris, de Milão, o país ainda engatinha”, acentua Carolina.
No quesito produto, Carolina avalia que o item possui especificidades próprias como legislação e tributação, no entanto alerta para o ambiente cambial avaliado ao que tange a lucratividade na venda comercial do produto, porque conforme a especialista, a lucratividade pode ser abatida pela tarifação local, e diminuir os dividendos pela metade.
Ela destaca que o setor de serviços pode ser mais vantajoso na sistemática. “Por exemplo, eu sou advogada, quando vou advogar em outro país, eu só posso prestar o serviço de advogada naquele país, se eu tiver a ordem de lá, mas eu posso prestar o serviço como jurista internacional, sendo conferencista, congressista, posso fazer consultoria do meu país para aquele país, eu posso fazer o processo de consultoria alfandegária, tributária, legislativa, posso escrever livro e lançar para lá. Eu acho que serviços são mais amplo e mais fácil de chegar”, pontua.
Seguir as normas e as regulamentações são um panorama de consistência na esquematização e continuidade dos planos de negócios. Carolina afirma que já advogou um episódio de litígio o qual a parte brasileira reivindicava um imóvel alugado em Portugal.
“A legislação é diferente em alguns quesitos do Brasil, e os brasileiros que estavam alugando lá estavam querendo impor a legislação brasileira lá. E tivemos que fazer uma intermediação entre os dois, mostrar para Portugal que o Brasil trabalhava assim, e mostrar para o Brasil que Portugal agia assim, como o brasileiro estava contratando em Portugal, tinha que respeitar a legislação de lá, neste caso Portugal venceu a causa”, salienta Carolina.
No evento ‘Negócios sem fronteiras – estratégia para mulheres que querem expandir negócios – Clube Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa’, além da participação da advogada Carolina Parente, esteve como mediadora, a jornalista Vera Moreno, a mestre em Negócios Internacionais, Marta Campelo, e a psicóloga e Coach Executiva, Rô Cordeiro.
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