O que o mercado espera sobre a duração do conflito entre EUA/Israel e Irã?

Por: Rogério Sobreira | Em:
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O mercado, ao que tudo indica, começa a rever suas expectativas mais otimistas quanto à duração do conflito. (Foto: Divulgação)

Uma forma de inferir as expectativas do mercado em relação à duração do conflito é comparar o comportamento do preço à vista do petróleo com o de seus contratos futuros.


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A lógica é simples: quanto menor a duração esperada da guerra, menor tende a ser o descolamento do preço à vista em relação ao seu patamar histórico recente — entre US$ 60 e US$ 70 por barril. Por outro lado, se o mercado passa a antecipar um conflito mais prolongado, com impactos mais relevantes sobre as condições de oferta da commodity — incluindo eventuais danos à infraestrutura (como refinarias) —, maior tende a ser tanto a magnitude quanto a persistência da alta nos preços.

Os dados ilustram bem essa dinâmica.

Na primeira semana do conflito (02 a 06/03), o mercado não parecia precificar uma guerra longa. Enquanto o preço à vista do barril subiu 27,9% no período, o contrato futuro com vencimento em dezembro avançou apenas 8,1%.

À medida que o conflito evoluiu e se tornaram mais evidentes as dificuldades de EUA e Israel em impor uma derrota ao Irã, as variações dos preços futuro e à vista passaram a convergir. Entre 09 e 18/03, o preço futuro subiu 14,5%, enquanto o preço à vista avançou 16,6%.

O mercado, ao que tudo indica, começa a rever suas expectativas mais otimistas quanto à duração do conflito — sugerindo que um desfecho rápido parece cada vez menos provável.

*Rogério Sobreira é economista-Chefe do BNB

*Este conteúdo é de inteira responsabilidade do seu autor. A TrendsCE não se responsabiliza pelas informações contidas no material publicado.

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