O INPC, que mede a inflação para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, também apresentou alta na RMF. (Foto: Freepik)
A inflação na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) registrou alta de 0,98% em fevereiro de 2026, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O resultado supera o índice de janeiro, de 0,47%, e fica 0,05 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo mês de 2025, que foi de 1,03%. Com isso, a inflação acumulada no ano chegou a 1,45%, enquanto o indicador em 12 meses atingiu 4,38%.
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No cenário nacional, o IPCA avançou 0,70% em fevereiro, acima dos 0,33% registrados em janeiro. No acumulado de 12 meses, a inflação no Brasil ficou em 3,81%, enquanto no ano soma 1,03%. Os dados indicam diferença entre o comportamento da inflação em Fortaleza e no restante do país, com pressão mais intensa na RMF.
Além disso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, também apresentou alta na RMF. Em fevereiro, o índice ficou em 0,98%, acima dos 0,62% registrados em janeiro. No acumulado de 12 meses, o INPC na região atingiu 4,47%, enquanto o indicador nacional fechou em 3,36%.
O INPC nacional registrou variação de 0,56% em fevereiro, superior aos 0,39% de janeiro. O índice é calculado com base nas mesmas regiões do IPCA, abrangendo dez regiões metropolitanas e seis municípios, o que permite comparação direta entre os indicadores.
Segundo Daniel Suliano, analista de Políticas Públicas e autor do trabalho Termômetro da Inflação (Volume 9 – Nº 3 – Março/2026), publicado pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec) do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), o avanço do IPCA na Região Metropolitana de Fortaleza em fevereiro teve influência direta dos grupos de transportes e educação. O grupo de transportes registrou alta de 1,75%, impactado pelo reajuste de 3,9% na tarifa de ônibus urbano.
Além disso, o grupo de educação apresentou elevação próxima de 6%, refletindo os reajustes aplicados no início do ano letivo. Esses dois segmentos compensaram a estabilidade do grupo alimentação, que teve variação de 0,03%, mesmo com maior peso na composição do IPCA.
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