Expansão do Mercado Livre de Energia no Ceará gera economia de R$ 19 mi por ano

Por: Redação | Em:
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Mercado Livre de Energia

A estratégia começou em 2024 e permite que grandes consumidores do setor público contratem energia renovável no Mercado Livre de Energia. (Foto: Tiago Stille/Casa Civil, Funceme e SOP)

O Governo do Ceará ampliou a adesão de prédios públicos ao Mercado Livre de Energia e prevê economia anual de até R$ 19 milhões em 2026. A iniciativa é conduzida pela Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) e envolve a migração gradual de órgãos estaduais para o modelo de contratação livre de energia. Até o fim de 2025, 130 equipamentos públicos já operavam nesse sistema. Com a entrada de mais 61 unidades neste ano, o total chegará a 191 prédios abastecidos nesse formato.


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A estratégia começou em novembro de 2024 e permite que grandes consumidores do setor público contratem energia renovável no Mercado Livre de Energia. A distribuição permanece com a concessionária local, mas a contratação ocorre diretamente com fornecedores. Esse modelo reduz custos mensais com eletricidade em cerca de 30%, segundo dados da Seinfra.

Segundo, Hélio Leitão, secretário da Infraestrutura do Ceará, a política pública integra a agenda de eficiência energética da gestão estadual. “Estamos falando de uma política pública moderna, responsável e alinhada ao futuro. Ao ampliar o Mercado Livre de Energia nos equipamentos do Estado, o Ceará reduz despesas, qualifica o gasto público e reforça seu compromisso com uma matriz energética limpa”, ressalta.

“É uma iniciativa que gera economia para os cofres públicos e, ao mesmo tempo, projeta o Estado como referência nacional em inovação e sustentabilidade.”

Hélio Leitão, secretário da Infraestrutura do Ceará

Além da redução de despesas, o Mercado Livre de Energia passou a atender estruturas relevantes do serviço público estadual. Entre elas estão a Arena Castelão, o Centro de Eventos do Ceará, hospitais regionais, escolas e unidades prisionais. Esses equipamentos apresentam alto consumo elétrico, o que amplia o impacto financeiro da migração para o novo modelo.

Nova etapa de migração em 2026

Em 2026, outros 61 órgãos estaduais passam a integrar o Mercado Livre de Energia. O primeiro pacote do ano entrou em operação em fevereiro com 19 unidades, entre prédios da Secretaria da Fazenda, a sede da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e unidades da Casa da Mulher Cearense.

De acordo com a Coordenadoria de Energia e Telecomunicações da Seinfra (Coete), esse primeiro grupo deve gerar economia mensal de R$ 26.454,55. O valor representa redução anual de aproximadamente R$ 317 mil, ou 23,6% em relação ao custo atual dessas unidades. A Secretaria projeta que, com a ampliação prevista para 2026, o Mercado Livre de Energia alcance uma economia total de até R$ 19 milhões por ano no setor público estadual.

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