Ricardo Alban prevê leilão nacional de bateria de energia renovável até o fim do semestre

Por: Eleazar Barbosa | Em:
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Ricardo Alban

Ricardo Alban – ao meio – presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), durante a Feira da Indústria, no Centro de Eventos. (Foto: Carlos Gibaja)

O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI)Ricardo Alban, afirmou que está previsto até o final do semestre um leilão nacional para reserva em baterias de energia renovável, as denominadas BESS (Battery Energy Storage System)


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Alban relatou que o procedimento é crucial para o Nordeste, porque considera a região rica em energias renováveis, e que o sistema absorve uma quantidade estabelecida, enfatizando a importância das baterias como reservatório energético. “O investimento em BESS se torna fundamental, principalmente para que nós possamos fornecer mais consistência aos aportes em data centers”, pontua.

Os esclarecimentos foram efetuados nesta manhã no Centro de Eventos, durante o lançamento da primeira edição da Feira da Indústria, evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). Na ocasião, o presidente da CNI destacou a importância da feira como indutora na plataforma industrial.

“O que nós verificamos como uma feira, não é a feira em si, é um trabalho de catequese. É um trabalho de colocar na mente, no coração de todos, o quanto a nossa indústria é importante, o mundo inteiro está revisitando, o que nós estamos vendo nessa disputa geopolítica são cadeias de valores, quando se fala de cadeia de valor se fala em indústria, serviços, serviços voltados para uma cadeia de valores com as indústrias”, acentua Alban.

O governador do CearáElmano de Freitas, destacou que o enquadramento é viabilizar a participação do estado no leilão de transmissão de energia renovável no sentido de superar o gargalo de fatores energéticos, realçando a possibilidade de linhas de transmissão para as necessidades da indústria. 

“O nosso presidente Ricardo Alban falou da importância das baterias. Esse estado é excedente de produção de energia renovável, mas nós sabemos da discussão da intermitência de energia, da necessidade de garantia de permanência 24 horas, em sete dias por semana para setores industriais. É preciso ter uma garantia de energia o dia inteiro, e por isso estamos articulando para garantia da participação do Ceará no leilão para ter bateria, para que a energia renovável seja garantida”, relatou o governador.

Indústria exporta 82,6% dos insumos cearenses

O presidente da FiecRicardo Cavalcante, disse que atualmente a indústria do Ceará é detentora de 82,6% de exportação dos produtos cearenses, e que o setor corresponde a cerca de 390 mil empregos formais diretos do estado. Cavalcante mencionou que a realização da Feira era um desejo pessoal desde que assumiu o mandato na Fiec. “Uma feira capaz de reunir, em um mesmo espaço, todos os setores industriais do nosso estado, mostrando à sociedade a força, a vitalidade e a capacidade de transformação da nossa indústria”, elencou.

Segundo o presidente da Fiec, a expectativa da entidade é receber mais de 100 mil visitantes ao longo dos dois dias do evento. A Feira da Indústria acontece nesta segunda (9) e terça-feira (10). “Até ontem já tínhamos mais de 40 mil pessoas cadastradas, além de mais de 25 mil estudantes de escolas públicas, universidades e unidades do SESI”, esclarece Ricardo Cavalcante.

Classe política presente na Feira da Indústria

Presente na feira, o senador Cid Gomes (PSB), salientou que o evento proporciona uma visibilidade da indústria “pujante” do Ceará. O parlamentar avalia que a iniciativa possibilita aos participantes se inteirar das atividades e ações do segmento, e prevê no setor perspectivas futuras. “A Fiec faz uma integração e convida, patrocina a vinda de dezenas, centenas de jovens para que que possam conhecer as possibilidades, e começarem a incorporar isso nos seus pensamentos de vida, suas vocações profissionais”, ressalta Cid.

Analisando a conjuntura industrial do Ceará, o senador destaca que houve uma luta histórica, assinalando o engajamento do ex-governador Virgílio Távora, no aspecto de ser o precursor em conceber a indústria de base no Ceará. Cid Gomes explica que a indústria de base no Ceará se divide em três eixos: a siderúrgica, a automobilística e relata que a mobilização atual é para a implementação da refinaria. 

“A siderúrgica tem capacidade de produzir aços longos, laminados, e a infinidade de possibilidades que isso acontece na indústria. A indústria de refinariapetroquímica, tem a possibilidade também de expandir para diversos derivados. E quem tem a indústria automobilística, tem a possibilidade de expandir para autopeças, que é infindável hoje a quantidade de patentes que se faz na eletrônica e também no digital”, elucida Cid Gomes.

O deputado estadual Salmito Filho (PSB), evidencia que a indústria no Ceará tem um papel cada vez mais importante e estratégico, porque é nessa conjuntura que se amplia a geração de emprego e renda, a implantação das melhores remunerações, e a transformação da matéria-prima em agregar valor. 

“E no caso específico da Federação das Indústrias, que é a entidade maior que representa todos os sindicatos do setor industrial cearense, tem tido cada vez mais um protagonismo de compreender o papel não só da indústria, mas da interlocução com o poder público. Porque o poder público tem o dever e tem a missão de criar política pública de desenvolvimento econômico, e essa política pública de desenvolvimento econômico interage direta e indiretamente com os diversos setores da economia, e especialmente com o setor industrial”, explanou Salmito.

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