Petróleo se aproxima de US$ 120 com guerra e pressiona mercados

Por: Redação | Em:
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O movimento ocorre após ataques contra campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda no norte do país. (Foto: Envato Elements)

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira (9) e se aproximaram de US$ 120 por barril após a intensificação da guerra no Oriente Médio. O movimento ocorre na segunda semana do conflito, iniciado em 28 de fevereiro, e acompanha a queda das bolsas globais. O avanço das cotações reflete ataques a campos petrolíferos na região e a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de energia.


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Por volta das 8h, o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência no mercado dos Estados Unidos, subia 12,95% e era negociado a US$ 102,67. Mais cedo, chegou a atingir alta de 30%, com cotação de US$ 119,48. Já o Brent do Mar do Norte, referência europeia, avançava 13,08% e alcançava US$ 104,81 por barril após superar o patamar de US$ 119 durante a sessão.

O movimento ocorre após ataques contra campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda no norte do país, que resultaram em redução da produção. Emirados Árabes Unidos e Kuwait também reduziram a extração após ataques iranianos em seus territórios. Além disso, a suspensão do tráfego no Estreito de Ormuz interrompeu o fluxo de cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo.

A sucessão no comando do Irã também influenciou o mercado. A indicação de Mojtaba Khamenei para substituir Ali Khamenei como líder supremo reforçou a percepção de continuidade na condução política do país. “Com a nomeação do filho do falecido líder como novo líder do Irã, o objetivo do presidente dos EUA, Donald Trump, de mudança de regime no Irã tornou-se mais difícil”, disse Satoru Yoshida, analista de commodities da Rakuten Securities.

G7 discute uso de reservas estratégicas

Os países do Grupo dos Sete (G7), composto por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, além da União Europeia, representando economias desenvolvidas e democráticas, analisam o uso coordenado de reservas estratégicas de petróleo para conter a escalada dos preços. 

Uma fonte do governo francês informou que o tema será discutido em videoconferência entre ministros das Finanças. Além disso, a Saudi Aramco anunciou oferta imediata de petróleo bruto por meio de licitações.

Analistas avaliam que a manutenção das tensões na região tende a sustentar as cotações. “A menos que os fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz sejam retomados em breve e que as tensões regionais diminuam, é provável que a pressão de alta sobre os preços persista”, disse Vasu Menon, diretor-gerente de estratégia de investimentos do OCBC, banco com sede em Singapura.

O avanço do petróleo também ampliou preocupações com a inflação global. “O choque mais profundo está se espalhando pela cadeia produtiva”, afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management. Segundo ele, “o petróleo acima de 100 dólares não é apenas uma alta no preço das commodities. Ele se torna um imposto sobre a economia global”.

Nos mercados financeiros, bolsas asiáticas encerraram o dia em queda. ABolsa de Seul recuou 5,96%, enquanto Tóquio caiu 5,2%. Hong Kong, Xangai, Taipé, Sydney, Singapura, Manila e Wellington também registraram perdas. Na Europa, os índices abriram com baixa superior a 2%, e os principais indicadores de Wall Street acumulam recuo acima de 2% desde a semana passada.

Com informações do IstoÉ Dinheiro e Reuters.

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