Itaú supera Petrobras e lidera pagamento de dividendos na B3

Por: Redação | Em:
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O cálculo considera apenas os dividendos pagos, e não os montantes anunciados em resultados trimestrais ou aprovados em assembleias. (Foto: Shutterstock)

O Itaú Unibanco assumiu em 2025 a liderança entre as empresas que mais distribuíram dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) na B3. O banco desembolsou cerca de R$ 48,9 bilhões aos acionistas no período e superou a Petrobras, que pagou aproximadamente R$ 45,4 bilhões. O levantamento foi realizado pela consultoria Elos Ayta com base nos valores efetivamente pagos dentro do ano calendário, ou seja, recursos que saíram do caixa das companhias e chegaram aos investidores.


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Segundo a consultoria, o cálculo considera apenas os dividendos pagos, e não os montantes anunciados em resultados trimestrais ou aprovados em assembleias que permanecem pendentes de pagamento. Esse critério altera a leitura do fluxo de remuneração aos acionistas porque parte dos dividendos anunciados em um ano é liquidada apenas nos meses seguintes.

O resultado encerra um ciclo recente de liderança da Petrobras na distribuição de dividendos na bolsa brasileira. Entre 2022 e 2024, a companhia concentrou os maiores pagamentos aos acionistas, impulsionada por preços elevados do petróleo e por uma política de remuneração adotada naquele período.

O pico ocorreu em 2022, quando a Petrobras desembolsou R$ 194,6 bilhões em dividendos e JCP. Em 2023, os pagamentos somaram R$ 98,2 bilhões, enquanto em 2024 atingiram R$ 100,7 bilhões. Assim, a estatal manteve três anos consecutivos no topo do ranking de dividendos da B3 antes da retomada da liderança pelo Itaú Unibanco em 2025.

Histórico de liderança

Quando a análise considera um período mais amplo, o ranking de dividendos na B3 apresenta outro protagonista. Entre 2010 e 2025, a Vale liderou o pagamento anual em cinco anos, resultado associado a ciclos de valorização das commodities e aumento da geração de caixa da mineração.

A liderança da Vale ocorreu em dois momentos distintos do mercado:

  • 2011, 2012 e 2013, durante fase de forte geração de caixa do setor mineral
  • 2020 e 2021, período influenciado pelo superciclo do minério de ferro

Outras companhias também aparecem com recorrência no topo do ranking de dividendos da bolsa. A Ambev liderou por três anos consecutivos, entre 2014 e 2016, enquanto o Itaú Unibanco aparece quatro vezes na liderança anual: 2017, 2018, 2019 e 2025. O levantamento da Elos Ayta ainda indica que o ranking de 2025 pode registrar ajustes pontuais porque algumas empresas listadas na B3 não divulgaram seus balanços consolidados até o momento.

*Com informações do IstoÉ Dinheiro

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