China fixa meta de crescimento do PIB entre 4,5% e 5% para 2026

Por: Redação | Em:
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A estimativa representa a menor meta oficial de expansão econômica da China desde 1991, exceto em 2020, quando não houve previsão. (Foto: Envato Elements)

O governo da China anunciou nesta quinta-feira (5) uma meta de crescimento entre 4,5% e 5% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. O premiê Li Qiang apresentou a projeção durante a reunião anual da Assembleia Nacional Popular, órgão legislativo do país.


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A estimativa representa a menor meta oficial de expansão econômica desde 1991, exceto em 2020, quando não houve previsão devido à pandemia de COVID-19. O governo também indicou que a política econômica prioriza crescimento com ajustes estruturais e foco no consumo interno.

A economia da China registrou expansão de 5% do PIB em 2025, taxa alinhada à meta estabelecida nos últimos três anos. No ranking global de crescimento econômico, o país ficou atrás de Índia, com 7,5%, e de Indonésia, com 5,1%. O Brasil registrou alta de 2,3% e ocupou a sexta posição, enquanto os Estados Unidos cresceram 2,2%. Apesar da desaceleração, a China mantém participação de 16,6% no PIB global, atrás apenas dos EUA, com 26,1%.

Além disso, o desempenho recente da economia chinesa dependeu do setor externo. O superávit comercial alcançou quase US$ 1,2 trilhão em 2025, sustentado pelo volume de exportações, embora as vendas para os Estados Unidos tenham recuado após a elevação de tarifas comerciais.

Consumo interno e metas econômicas

A nova meta de crescimento do PIB acompanha o debate econômico nas chamadas “Duas Sessões”, reuniões anuais da Assembleia Nacional Popular e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês. Os encontros discutem políticas econômicas e aprovam medidas definidas pelo governo central liderado pelo presidente Xi Jinping.

O governo chinês informou que a estratégia econômica busca ampliar o consumo doméstico e reduzir a dependência de exportações e manufatura. Porém, analistas indicam que a confiança do consumidor permanece baixa, o que limita o avanço da demanda interna e mantém o crescimento dependente do comércio exterior.

Entre os objetivos econômicos para 2026, o governo estabeleceu déficit fiscal de 4% do PIB, limite de inflação de 2% e taxa de desemprego urbano de até 5,5%. O orçamento preliminar também prevê aumento de 7% nos gastos com defesa. Paralelamente, o país apresentou diretrizes do 15º Plano Quinquenal, com metas de ampliar investimentos em inteligência artificial, semicondutores e manufatura avançada, além de dobrar o PIB per capita registrado em 2020 até 2035.

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