Brasil lidera ranking de ataques cibernéticos na América Latina, aponta relatório da NETSCOUT

Por: Eleazar Barbosa | Em:
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cibersegurança

O relatório mostra que o Brasil contabiliza cerca da metade das ocorrências de ataques cibernéticos na América Latina. (Foto: Envato Elements)

Os ataques cibernéticos são uma realidade crescente que se evidencia na atuação de hackers infiltrados clandestinamente em programas para obter vantagens financeiras ou, por exemplo, derrubar estruturas empresariais de corporações concorrentes, através da extração indevida de informações nos respectivos sistemas.


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De acordo com relatório apresentado na última terça-feira (03) pela NETSCOUT, empresa especializada em consultoria no combate à rede infratora virtual, as ações posicionam uma demanda de agentes de ameaça sob viabilidade de aperfeiçoarem as atividades ilícitas.

O Brasil lidera o ranking de casos ocorridos de ataques cibernéticos na América Latina, conforme o estudo, que constatou mais de 470 mil ataques cibernéticos no período que compreende o segundo semestre de 2025.

O relatório mostra que o Brasil contabiliza cerca da metade das ocorrências na América Latina, que totalizou no período o registro de 1.014.148 ataques no continente. Em termos internacionais, o País está entre a quarta e a sexta posição no ranking de nações que mais sofrem ataques cibernéticos no mundo.

Segundo o diretor-geral da NETSCOUT, Geraldo Guazzelli, o tempo destinado às intervenções pode durar, no máximo, 47 minutos. Contudo, ele esclarece que durante uma operação, equipes de violadores digitais se organizam para, em segundos, mudar o curso da ingerência de acordo com as oscilações momentâneas.

No Brasil, os ataques são mais recorrentes em empresas de serviços de telefonia móvel, como Tim, Claro e Brisanet. Guazzelli aponta que a explicação é por essas entidades abrangerem uma ampla capilaridade na prestação de serviço na linha de frente de toda a rede digital. Em segundo lugar estão os datacenters.

O gestor da NETSCOUT ressalta que as operadoras de logística rodoviária, por apresentarem fragilidades nos respectivos sistemas de segurança cibernética, ocupam a quinta colocação no ranking. Já o mercado financeiro está blindado, por já possuírem formatos integrados maduros para enfrentar a engrenagem delituosa.

Medidas de segurança

De acordo com Geraldo Guazzelli, as medidas a serem tomadas apontam para que as empresas montem um plano de cibersegurança com soluções adequadas e procedimentos definidos.

Para o diretor de inteligência de ameaças da NETSCOUT, Richard Hummel, empresas que não investem em cibersegurança estão mais suscetíveis a ataques cibernéticos. “Os agentes de ameaça identificam organizações que não investiram nas defesas certas para se manterem à frente de ataques sofisticados e coordenados, a fim de derrubar infraestrutura crítica. As defesas de segurança tradicionais não funcionam mais e, com os invasores atingindo novos patamares de volume e complexidade de ataque, a implementação de defesas automatizadas e proativas se tornou um mandato de gestão de risco em nível de negócios”, reforça Richard.

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