O projeto de armazenamento de energia prevê redução anual de 37 mi de litros de diesel e corte de 104 mil toneladas de dióxido de carbono. (Foto: Envato Elements)
A Huawei e a Aggreko anunciaram nesta segunda-feira (2) um projeto para implantar usinas solares com baterias na Amazônia, com investimento de R$ 850 milhões em 24 localidades do Amazonas. A iniciativa prevê 110 megawatts-pico (MWp) de geração solar e 120 megawatt-horas (MWh) em sistemas de armazenamento de energia, e atenderá cidades como Tefé, com cerca de 75 mil habitantes. O projeto de armazenamento de energia foi estruturado a partir de chamada pública federal e terá implantação ao longo dos próximos três anos.
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O modelo prevê a instalação de microrredes para abastecer comunidades isoladas do Sistema Interligado Nacional (SIN), porque a região depende de usinas termelétricas movidas a diesel. A Aggreko, que já opera nessas áreas, propôs integrar geração solar e armazenamento de energia às estruturas existentes, e manterá as térmicas como reserva para garantir segurança do suprimento. Assim, a operação reduzirá o acionamento das máquinas a combustível fóssil, mas preservará a capacidade contratada.
O plano financeiro inclui R$ 510 milhões oriundos de fundo criado após a privatização da Eletrobras, atualmente Axia Energia, enquanto o restante será aportado pela Aggreko. As baterias serão fornecidas pela Huawei, e o projeto se tornará o maior projeto de armazenamento de energia no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE). Hoje, o país conta com apenas uma iniciativa de grande porte, operada pela ISA Energia no litoral paulista.
O projeto de armazenamento de energia prevê redução anual de 37 milhões de litros de diesel e corte de 104 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente. Além disso, a menor utilização de combustível fóssil reduzirá a pressão sobre a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo que subsidia sistemas isolados e impacta a tarifa paga pelos consumidores.
A geração solar será dimensionada acima do consumo médio local, então o excedente abastecerá os sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como Battery Energy Storage System (BESS).
A implantação começará em 2026 e as primeiras unidades entrarão em operação entre 2027 e 2028. Nas microrredes, o armazenamento de energia também atuará na regulação de tensão e frequência, porque as comunidades não estão conectadas à rede nacional. O projeto atenderá residências, comércios e pequenas indústrias, e utilizará equipamentos que variam de módulos de 2,8 toneladas a contêineres de 20 pés com 28 toneladas, ampliando a escala do armazenamento de energia no país.
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