Busca por crédito aumenta 3,51% em janeiro

Por: Redação | Em:
Tags:
Crédito

Na passagem de dezembro do ano passado para janeiro de 2026, o número de consultas cresceu 6,58%. (Foto: Envato Elements)

A busca de consumidores por crédito apresentou aumento de 3,51% em janeiro de 2026 na comparação ao mesmo período do ano passado. Na passagem de dezembro para janeiro de 2026, o número de consultas cresceu 6,58%.


Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado


Os dados fazem parte do indicador de Demanda por Crédito da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e levantamento do SPC Brasil. O perfil do público do segmento neste sentido é predominantemente masculino, apontando participação de 54,61%.

No critério por faixa etária, a inserção do público mais expressivo se constata no grau de 40 a 49 anos, que representou 24,17% do total. A consulta assinalou que 6,35% do público contrataram algum serviço de crédito, dividindo em 80,84% os que contrataram empréstimo e 16,56% que adquiriram a modalidade de financiamento.

O presidente da CNDL, José César da Costa, avalia que os dados são uma evidência de que o brasileiro continua na tendência de demanda de crédito, no entanto, alerta para o baixo índice de contratos, em razão de renda comprimidajuros elevados e alto endividamento.

“Com uma demanda maior por empréstimos é possível inferir que o crédito é cada vez mais buscado para recompor orçamento, não para consumo planejado. Ainda assim, apenas 6,35% efetivam contratação, evidenciando restrição de acesso e maior seletividade do sistema financeiro. O cenário indica um mercado travado: há demanda, mas com baixa qualidade, alto risco e pouca capacidade de sustentação no médio prazo”, frisa José César da Costa.

Na avaliação por regiões, o Sudeste lidera o ranking, com 46,16%, seguido pelo Nordeste (20,92%), posteriormente Sul (17,57%), Centro‐Oeste (8,67%) e Norte (6,68%). O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, destaca o papel do crédito no quesito de ascensão social e consumo das famílias brasileiras.

“Vale lembrar que ele exige responsabilidade mútua. Quando a inadimplência cresce, criamos um ciclo vicioso: o risco maior para as instituições se traduz em juros mais elevados, empurrando o consumidor para modalidades de crédito mais caras e perigosas. Isso corrói o poder de compra e gera um impacto social profundo, pois o endividamento descontrolado retira o bem-estar das famílias e trava o dinamismo da nossa economia. Manter o nome limpo não é apenas uma questão cadastral, é a garantia de que o cidadão poderá planejar o futuro sem comprometer a sua dignidade financeira”, alerta Roque Pellizzaro. 

Saiba Mais:

BNB amplia crédito a microempreendedores em 11% e atinge R$ 13 bi

Ceará concentra R$ 157 bilhões em crédito liberado no Nordeste


Siga a Trends:

Instagram | LinkedIn | Facebook | Telegram | YouTube | Google Notícias

Top 5: Mais lidas