O TUP da Nelog integra a estratégia de expansão da infraestrutura do Complexo do Pecém porque estabelece acesso direto à Transnordestina. (Foto: Divulgação/CIPP)
O Complexo do Pecém e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) avançaram, na última quinta-feira (26), nas negociações para implantação do Terminal de Uso Privado (TUP) da Nordeste Logística (Nelog). A reunião ocorreu em São Paulo e reuniu executivos das duas instituições para alinhar os últimos pontos do projeto.
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O terminal fará a ligação direta entre o porto cearense e a Ferrovia Transnordestina Logística S.A. (FTL). O investimento estimado é de R$ 1,3 bilhão, com início das operações previsto para 2028.
Participaram do encontro Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém, Fábio Abreu, diretor de Engenharia, além de Benjamim Steinbruch, diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, e executivos da área de logística e infraestrutura. A agenda concentrou-se na definição de diretrizes comerciais e operacionais do TUP da Nelog. As equipes trataram de modelo de negócios, cronograma e integração com a malha ferroviária.
O TUP da Nelog integra a estratégia de expansão da infraestrutura do Complexo do Pecém porque estabelece acesso direto à Transnordestina. O projeto prevê movimentação inicial de 6 milhões de toneladas no primeiro ano de operação. Além disso, a estrutura amplia a capacidade de escoamento da produção regional.
“Trata-se de um empreendimento estratégico não apenas para o Pecém, mas para toda a logística do Brasil e para a consolidação da Transnordestina como um corredor competitivo de exportação e abastecimento.”
Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém
Com o novo TUP da Nelog, o Pecém amplia a integração multimodal no Ceará, pois conecta modal ferroviário e estrutura portuária em um único fluxo operacional. O investimento direciona recursos para infraestrutura portuária e sistemas logísticos.
A implantação do TUP da Nelog também impacta a dinâmica da Transnordestina uma vez que cria alternativa adicional para exportação e abastecimento. Além disso, o projeto insere o Pecém na rota de grandes operadores logísticos vinculados à CSN. A conexão direta entre ferrovia e porto reduz etapas intermediárias e organiza o fluxo de cargas.
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