As empresas redesenham processos ao assumir decisões contínuas em tempo real, então combinam atuação humana com agentes de IA. (Foto: Envato Elements)
Um estudo do Boston Consulting Group (BCG) apontou que agentes de inteligência artificial podem acelerar processos empresariais de 30% a 50% em áreas como finanças, compras e atendimento ao cliente. O levantamento “How Agentic AI Is Transforming Enterprise Platforms” analisou fluxos de trabalho orquestrados por IA agêntica em ambientes corporativos. Segundo o BCG, empresas que adotam essa abordagem registram ciclos operacionais mais rápidos e redução de riscos.
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O estudo indica que os agentes de IA superam o modelo de copilotos ao assumir tarefas com autonomia orientada por objetivos, porque monitoram dados, identificam padrões e executam ações dentro de parâmetros definidos. Em ambientes piloto, os eventos de risco caíram 60%, enquanto os ciclos de fluxo ficaram entre 20% e 30% mais rápidos. Além disso, o tempo de processamento humano foi reduzido em até 40% em algumas instâncias.
Alexandre Montoro, diretor-executivo e sócio do BCG, afirma que a estratégia AI First reposiciona a inteligência artificial como ponto de partida para decisões e produtos. Nesse modelo, as empresas redesenham processos ao assumir decisões contínuas em tempo real, então combinam atuação humana com agentes de IA. A AI First altera a estrutura operacional porque transforma sistemas inteligentes em motores de decisão. Assim, a organização opera com fluxos integrados entre tecnologia e equipes.
O avanço dos agentes de IA amplia a necessidade de governança corporativa, pois a inserção desses sistemas nas plataformas cria novas camadas de risco. O estudo destaca a importância de controles definidos, auditorias e supervisão humana para limitar decisões automatizadas. Além disso, empresas iniciam programas de requalificação com foco em reskilling e upskilling, incluindo capacitação em Large Language Models (LLM). Portanto, os agentes de IA exigem não apenas investimento tecnológico, mas também revisão estrutural de competências e gestão de riscos.
*Com informações do Época Negócios.
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