Relatório indica que a construção de um novo data center na Zona de Processamento de Exportação do Ceará deve impulsionar o PIB estadual. (Foto: Envato Elements)
O Ceará deve registrar crescimento de 3,8% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e liderar o avanço econômico do Nordeste, segundo o estudo Resenha Regional divulgada neste mês pelo Banco do Brasil. A projeção supera a estimativa de 2,0% para o Brasil no mesmo período. O estudo foi elaborado pelo Assessoramento Econômico da instituição e aponta fatores estruturais e conjunturais que sustentam o desempenho do Estado ao longo do ano corrente.
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O relatório indica que a construção de um novo data center na Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE) deve impulsionar o PIB do Ceará em 2026. O projeto mobiliza investimentos em infraestrutura, obras civis, aquisição de equipamentos e implantação de parque de geração de energia renovável. Além disso, o empreendimento amplia os efeitos multiplicadores sobre a economia local porque ativa cadeias produtivas ligadas à construção e à tecnologia.
Segundo Fabrízio Gomes, secretário da Fazenda do Ceará, atribui o cenário à política fiscal adotada nos últimos anos. O Estado registrou investimento público de R$ 4,8 bilhões em 2025, acima dos R$ 3,9 bilhões de 2024 e dos R$ 2,7 bilhões de 2023.
“Essa projeção para 2026 é muito importante porque mostra a continuidade de políticas públicas acertadas nos segmentos econômicos e fiscais, para que o Ceará consiga cada vez mais elevar seu PIB e trazer melhoria da qualidade de vida para o povo.”
Fabrízio Gomes, secretário da Fazenda do Ceará
Entre 2015 e 2024, a renda domiciliar per capita no Ceará cresceu quase 80% em termos nominais. Ao mesmo tempo, o Estado encerrou 2025 com taxa de desemprego de 5%, abaixo do índice nacional de 5,1%, o que indica ampliação da População Economicamente Ativa (PEA).
O Estado também ampliou a base de qualificação profissional ao integrar educação básica, ensino técnico e formação superior. A instalação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará reforça a estratégia de formação de mão de obra voltada a setores de maior valor agregado.
Com isso, o ambiente produtivo se conecta à economia digital e à geração de energia renovável, áreas apontadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) como relevantes para mercados emergentes.
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