Nos três anos constatados, as MPEs se responsabilizaram pela criação de 3,4 milhões de postos de trabalho. O setor de serviços se destaca. (Foto: Envato Elements)
A tendência de crescimento nos postos de trabalho nas micro e pequenas empresas, as MPEs, são animadoras, porque conforme dados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as MPEs obtiveram 77,9% do saldo de empregos de 2023 até os dias atuais.
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Nos três anos constatados, as MPEs se responsabilizaram pela criação de 3,4 milhões de postos de trabalho. O levantamento se baseia na consulta do Sebrae com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
No ano passado, o total acumulado do país alcançou um saldo de 1.279.498 empregos, deste total, as MPEs corresponderam por 80,5%, que representa o segundo melhor desempenho do setor no apurado em três anos.
O presidente do Sebrae, Décio Lima, avalia que os indicadores traduzem a importância dos pequenos negócios para a economia brasileira, e analisa que a isenção do Imposto de Renda para os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil irá contribuir para o ecossistema das MPEs.
O gestor destaca, na conjuntura, o apoio da entidade no fornecimento de crédito assistido com recursos do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que atingiu no ano passado o aporte de R$ 11 bilhões.
“Em 2025, a taxa média de desemprego ficou em 5,6%, mostrando que o mercado de trabalho segue forte, graças, principalmente, aos pequenos empreendedores, cada vez mais apoiados por políticas públicas e acesso facilitado a crédito”, frisou Décio.
Saldo de empregos das MPEs por setor no acumulado no período:
O Banco do Nordeste (BNB), instituição bancária pública que atua no fortalecimento do fornecimento ao crédito, pontua que em 2025 ocorreu aumento de 3,5% de atendimentos às micro e pequenas empresas em relação ao ano anterior, o que representa contratos de R$ 6,3 bilhões em 2025, distribuídos em mais de 44 mil operações.
O diretor de Negócios do BNB, Vandir Farias, ressalta que o desempenho reflete maior confiança do empresariado no ambiente econômico regional. “Houve uma expansão do uso dos fundos garantidores FGO, FGI e FAMPE, que ampliaram o acesso das MPEs ao crédito. Além disso, o Nordeste cresceu acima da média nacional em 2025, e o Banco do Nordeste atuou como um dos principais vetores desse movimento”, acentua.
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