A nova taxa global soma 15% às alíquotas originais vigentes antes do chamado tarifaço e terá validade de 150 dias. (Foto: Freepik)
O Brasil registrou a maior redução tarifária após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (EUA), impor uma sobretaxa global de 15% sobre produtos importados em fevereiro de 2026. Estudo do Global Trade Alert aponta que a nova taxa global substituiu o modelo anterior de tarifas diferenciadas e reduziu em 13,6 pontos percentuais a alíquota média aplicada aos produtos brasileiros.
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Antes da mudança, os produtos brasileiros enfrentavam tarifa média de 26,3% no mercado norte-americano, considerando itens taxados e isentos. Com a nova taxa global, a alíquota efetiva caiu para 12,8%.
A nova taxa global soma 15% às alíquotas originais vigentes antes do chamado tarifaço e terá validade de 150 dias, com necessidade de aprovação do Congresso dos EUA para continuidade. Produtos como aço, alumínio, cobre, madeira e automóveis permanecem sob regime anterior, enquanto cerca de mil itens seguem isentos, incluindo farmacêuticos e minerais críticos.
A China reduziu sua tarifa média de 36,8% para 29,7%, mas segue com a maior carga entre os principais parceiros. Canadá e México registraram quedas de 3,3 e 2,9 pontos percentuais, respectivamente, e o Canadá passou a liderar entre os 20 maiores parceiros com tarifa média de 4,7%.
Países como Reino Unido, Itália e Singapura tiveram aumento tarifário porque a nova taxa global superou o regime anterior. Além disso, com a nova taxa global, o Brasil passou a enfrentar alíquota inferior à de países como Alemanha, Itália e França, que pagarão ao menos 14,3% para exportar aos EUA.
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