Em 2025, a aquisição monetária do segmento contabilizou R$ 235,5 bilhões, crescimento 15,3% a mais em relação ao ano anterior. (Foto: Envato Elements)
A Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM) projeta um faturamento de R$ 259,8 bilhões do comércio eletrônico para 2026. No ano passado, a aquisição monetária total do segmento teve equivalência a R$ 235,5 bilhões, crescimento que representa aproximadamente 15,3% a mais em relação ao ano anterior.
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Em 2025, o setor registrou 438,9 milhões de pedidos, com ticket médio – valor de compra – de R$ 536,06, e o número de compradores online alcançou 94,2 milhões. A expectativa para este ano prospecta alcançar R$ 562,15 em ticket, enquanto o volume de pedidos poderá atingir 460,87 milhões, impulsionado pela inserção de 97,06 milhões de compradores.
“A digitalização do consumo é um caminho sem volta. Em 2026, o e-commerce segue avançando, potencializado por novas tecnologias, além da inteligência artificial, tornando-se mais protagonista no cenário, tornando as jornadas de compra cada vez mais personalizadas. Esse crescimento consistente fortalece o varejo e amplia as oportunidades para pequenos e grandes negócios”, relata o presidente da ABIACOM, Fernando Mansano.
Segundo as estimativas da entidade, as mulheres seguem na liderança e representam a maior parcela dos consumidores do ano passado, contabilizando 60% de participação. Na constatação por faixa etária no consumo digital, pessoas de 35 a 44 anos representam 35%.
A região Sudeste se consolida como a mais ativa em transações digitais no ranking por regiões, representando mais de 55% das compras, e o estado de São Paulo lidera em volume de vendas, chegando à marca de 32% de todo o território nacional. A Classe C se destaca como a faixa econômica que mais fez compras virtuais, assinalando em 54%.
A especialista em vendas pela internet, Sabrina Nunes, menciona que o erro mais comum executado por novos empreendedores se estabelece ao iniciar o investimento em estoque antes de compreender o panorama das vendas. “A maioria das lojas quebra porque compra produtos sem ter estratégia de venda. Em 2026, errar custa mais caro, porque a concorrência é maior e o caixa acaba rápido”, frisa Sabrina.
De acordo com ela, os empreendedores que iniciam um negócio online desprovido de marca, seguidores ou estrutura precisam inverter essa tendência, na busca de escolher um produto com demanda comprovada, margem adequada e logística simples. “Menos variedade e mais foco. Um único produto bem trabalhado pode escalar mais do que um mix grande sem estratégia”, reforça.
Movimento que se fortalece na conjuntura é a integração da via que utiliza a estratégia de vender produtos ou serviços diretamente por meio das redes sociais, o denominado “social commerce”. Um relatório da Accenture estima que esse modelo projeta crescer três vezes mais rápido que o e-commerce tradicional em 2026.
Segundo a especialista, produzir conteúdo e vender no mesmo ambiente reduz custos e acelera a validação do produto. “Se eu estivesse começando hoje, concentraria energia em um canal em crescimento, como o TikTok Shop, em vez de tentar estar em todas as plataformas ao mesmo tempo”, explica Sabrina.
Sabrina, que também é empresária e possui uma loja de joias, acrescenta que o início deste ano favorece a aplicação de estratégias regionais. “Fortalecer a marca de dentro para fora, começando pela própria região, é mais eficiente do que tentar vender para o Brasil inteiro logo de início”, acentua.
A empresária realiza mentorias e cursos sobre a temática no país. Ela ressalta que o aprendizado mais importante é abandonar improvisos. “A internet muda rápido. Fórmulas mágicas não funcionam mais. O que funciona é estratégia válida, leitura de tendência e investimento em conhecimento”, alerta.

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