Além do impacto econômico, o Carnaval apresenta efeitos sociais mensuráveis, ao ampliar bem-estar, coesão social. (Foto:
Paulo Pinto/Agência Brasil)
O investimento em Carnaval e em cultura no Brasil gera um retorno econômico superior ao de setores industriais tradicionais, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. Cada R$ 1 aplicado em cultura produz R$ 7,59 em empregos e renda, enquanto o mesmo valor no setor de automóveis e caminhões retorna R$ 3,76.
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A economista Mariana Mazzucato, da University College London (UCL), durante visita ao Brasil, defendeu a importância da economia criativa ligada ao Carnaval. A pesquisadora lidera estudo em cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), voltado à mensuração do impacto das artes e da cultura no desenvolvimento econômico.
À Agência Brasil, Mazzucato afirmou que o Carnaval funciona como uma plataforma econômica permanente, que mobiliza cadeias de produção em música, figurino, desfiles, formação de mão de obra e redes comunitárias ao longo de todo o ano. Esse ecossistema, segundo a economista, amplia a geração de renda e fortalece o capital humano, o que conecta cultura, produtividade e desenvolvimento de longo prazo.
A pesquisadora também defendeu que o Carnaval seja tratado como eixo estratégico da economia criativa, com políticas públicas orientadas a indicadores econômicos, governança e reinvestimento nas comunidades que produzem a festa. Nesse modelo, o Estado atua como indutor, criando métricas, financiamentos e mecanismos que atraem capital privado e reduzem assimetrias dentro da cadeia cultural.
Além do impacto econômico, o Carnaval apresenta efeitos sociais mensuráveis, ao ampliar bem-estar, coesão social e formação de habilidades em territórios vulneráveis, o que também se reflete na segurança pública. Para Mazzucato, a discussão sobre gasto público precisa migrar para uma lógica de retorno e propósito, na qual a cultura integra o núcleo das estratégias de crescimento do Brasil.
*Com informações da Agência Brasil.
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