No papel de 30 anos, o Global 2056, o Brasil captou US$ 1 bilhão, com vencimento em 12 de janeiro de 2056, juros de 7,3% ao ano. (Foto: Envato Elements)
O Tesouro Nacional levantou US$ 4,5 bilhões na primeira emissão de títulos soberanos de 2026 no mercado dos Estados Unidos, por meio do novo Global 2036 e da reabertura do Global 2056. A operação marca o retorno do Brasil ao mercado internacional de dívida neste ano e direciona os recursos para as reservas internacionais a partir de 19 de fevereiro.
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O Global 2036, com vencimento em 22 de maio de 2036, respondeu por US$ 3,5 bilhões, maior volume já registrado para papéis brasileiros de dez anos no exterior. O título saiu com juros de 6,4% ao ano, cupom de 6,25% e spread de 220 pontos-base sobre os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, acima dos 6,2% e 210,9 pontos-base da emissão realizada em novembro.
No papel de 30 anos, o Global 2056, o Brasil captou US$ 1 bilhão, com vencimento em 12 de janeiro de 2056, juros de 7,3% ao ano, cupom de 7,25% e spread de 245 pontos-base. Esse nível de spread representa o menor patamar para títulos brasileiros de 30 anos desde julho de 2014, além de ficar abaixo dos 252,7 pontos-base e dos 7,5% da emissão feita em setembro.
A demanda superou a oferta em 2,7 vezes, com o livro de ordens atingindo cerca de US$ 12 bilhões, o que colocou o Global 2036 como a maior captação já registrada para títulos internacionais de dez anos do país. A coordenação da operação ficou com HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo.
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