Ceará na crescente evolução de negócios empresariais com a China

Por: Eleazar Barbosa | Em:
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A analista de negócios da Câmara Chinesa de Comércio do Brasil, Amanda D´Ávila – imagem – descreve diretrizes comerciais referentes ao país asiático. (Foto: Jose Sobrinho)

O estado do Ceará rastreia o estreitamento da integração de negócios empresariais com a China, buscando incentivar investimentos e esclarecer procedimentos para melhorar o fluxo comercial.


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Segundo a Câmara Chinesa de Comércio do Brasil, as exportações de produtos brasileiros ao país asiático renderam o equivalente a U$ 100 bilhões em 2025. A inserção de ativos empresariais no segmento atribui-se a mecanismos de interesse e demanda de produtos no comércio internacional e nos respectivos enquadramentos regulatórios aduaneiros.

A China possui, atualmente, seis dos 10 portos mais equipados do mundo, e uma estrutura citadina que estabelece uma padronização organizacional em províncias. A analista de negócios da Câmara Chinesa de Comércio do Brasil, Amanda D´Ávila, avalia que a nação asiática é considerada nos dias atuais como principal parceira de negócios para diversos países, no âmbito de exportação e importação.

Amanda relata que a China adquiriu uma robusta infraestrutura de fábricas e portos, possuindo uma expertise logística preparada para atender a demanda que surgir. Ela frisa que o país asiático está propenso a conectar negócios onde ocorrer viabilidade.

“Vamos pegar o Brasil, por exemplo, que é um país muito grande, que tem uma variedade de produtos para ofertar, independente do estado e da região. Os chineses buscam vender para o Brasil, principalmente máquinas e equipamentos para alimentar a indústria. Mas também buscam itens que a gente tem específico aqui, como proteína, aço, agro, grãos no geral, frutas, e outros produtos industrializados que estão começando a ingressar no circuito também”, reforça a especialista.

Indagada acerca do ingresso empresarial cearense no universo comercial chinês, Amanda esclarece que, apesar da distância geográfica e das diferenças culturais, ela recomenda a consulta de parceiros de confiança, no aspecto de examinar canais e fontes de credibilidade.

“Entender que são relações que são construídas ao longo prazo, muitas vezes o resultado, principalmente para exportação, é mais demorado, construído ao longo do tempo. Então ter paciência de não buscar por conta própria e possuir uma informação prévia se aquele parceiro é confiável, se ele existe, e fazer uma imersão também sobre a cultura antes de começar a estreitar o relacionamento com as empresas chinesas”, elucida a especialista.

China: potência global

A gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN)Karina Frota, avalia que os Estados Unidos ainda é o principal parceiro comercial do Ceará, em especial, na pauta de exportações. No entanto, a gestora percebe que, no segmento, a China tem angariado avanços significativos, tornando-se referência como economia global.

Ela destaca que a conexão comercial da China com o Ceará poderá fornecer viabilidade na diminuição de custo e agilidade logística, em virtude de o país asiático desenvolver atividade de identificação de potenciais fornecedores de insumos e matéria-prima.

“E, consequentemente, o produto cearense chegar no mercado internacional com o preço mais competitivo. A China, hoje, é uma referência no que se refere à tecnologia, à inovação, à Inteligência Artificial e às grandes operações voltadas para as commodities. Hoje, o mercado chinês possui três gerações muito bem definidas. A China de 30 anos atrás é muito diferente da China atual. Hoje, nós temos uma potência econômica global que compete internacionalmente muito bem. Para critério de informação, a China é o principal parceiro comercial de mais de 100 nações em todo o mundo”, pontua Karina Frota.

As declarações da matéria foram concedidas em entrevista exclusiva à Trends nesta quarta-feira (4), durante a realização do evento “Oportunidades de Negócios Brasil-China: Panorama 2026”, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Karina Frota, gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN). (Foto: José Sobrinho)

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