Copom mantém Selic em 15% e sinaliza possível corte em março

Por: Redação | Em:
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A Selic está no patamar mais elevado desde julho de 2006, contrariando as expectativas do Governo Federal, que defende a redução dos juros. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano na última quarta-feira (28), em sua quinta decisão consecutiva sem alterações. A medida visa conter a inflação em meio a incertezas externas, mas o BC sinalizou possível flexibilização monetária a partir de março de 2026.


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O Copom justificou a manutenção da taxa pelo ambiente externo incerto, com destaque para os reflexos da política econômica dos Estados Unidos nas condições financeiras globais. O Federal Reserve (Fed) também manteve sua taxa básica inalterada na quarta-feira (28), reforçando o quadro de cautela internacional. 

Segundo o comitê, o contexto de tensão geopolítica exige prudência por parte de países emergentes, especialmente diante das perspectivas inflacionárias acima da meta de 3% para 2026 e 2027.

A Selic está no patamar mais elevado desde julho de 2006, contrariando as expectativas do Governo Federal, que defende a redução dos juros para estimular o crescimento econômico. Entre setembro de 2024 e junho de 2025, o BC elevou a taxa por sete vezes consecutivas, deixando-a depois inalterada em julho, setembro, novembro e dezembro do ano passado. 

A política monetária restritiva ocorre em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos, que impôs em agosto tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, posteriormente flexibilizadas para setores como café e carne bovina.

Inflação desacelera, mas preocupações persistem

A inflação brasileira fechou 2025 em 4,26%, dentro da margem de tolerância das autoridades monetárias, o que gerou expectativas de alívio nos juros. O presidente Lula comemorou o resultado, porém a decisão do Copom acompanhou as projeções do Boletim Focus, que estimam inflação de 4,00% para 2026. 

O BC destacou que continua monitorando os impactos do contexto geopolítico sobre os preços no Brasil, mas sinalizou possibilidade de flexibilização da política monetária na próxima reunião, marcada para março.

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