No total, o Nordeste movimentou R$ 995,3 bilhões em crédito no período, com expansão de 12,4%, a maior entre todas as regiões do País. (Foto:
O Ceará registrou R$ 157,3 bilhões em operações de crédito entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, posicionando-se como o terceiro maior volume entre os estados nordestinos. O Estado integra o grupo de três unidades federativas que concentram cerca de 60% da carteira regional de crédito, ao lado de Bahia (R$ 271,7 bilhões) e Pernambuco (R$ 159,2 bilhões), conforme dados do Banco Central (BC) analisados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste (BNB).
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No total, o Nordeste movimentou R$ 995,3 bilhões em crédito no período, com expansão de 12,4%, a maior entre todas as regiões do País e superior à média nacional de 9,5%. O levantamento considera operações realizadas por todas as instituições financeiras em atividade na região.
O Piauí registrou a maior alta entre os estados nordestinos, com crescimento de 14,9% no volume de crédito, seguido pela Paraíba, que alcançou 13,8%. A distribuição dos recursos mantém correlação com o Produto Interno Bruto (PIB) de cada estado, o que demonstra alinhamento entre disponibilidade de crédito e tamanho das economias locais.
Os três estados que concentram os maiores volumes respondem pelas principais estruturas produtivas da região e pela maior parte da demanda por financiamento empresarial e de consumo. O desempenho indica que o crédito mantém papel relevante no impulso à atividade econômica local, mesmo com juros nominais e reais elevados no período.
O estudo aponta expansão praticamente equilibrada entre pessoas físicas (12,5%) e pessoas jurídicas (12,2%). Segundo Rogério Sobreira, economista-chefe do BNB, o aumento na circulação de recursos evidencia que o crédito segue como estímulo importante à economia nordestina.
“Tal como o mercado de trabalho, o impulso pela via do crédito colabora de forma decisiva para manter o crescimento da economia da região, fazendo com que o ritmo de expansão da atividade econômica no Nordeste, medido pelo índice de atividade econômica regional do Banco Central, o IBCR-NE, tenha suplantado o observado para o Brasil como um todo”, afirma Sobreira.
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