A combinação entre Brex e Capital One representa uma união diferente de qualquer outra fusão e aquisição bancária na história. (Foto: Andrew Kelly/ Reuters)
Pedro Franceschi, cofundador da Brex, anunciou na quinta-feira (22) em seu perfil no LinkedIn a venda da fintech para o Capital One por US$ 11,5 bilhões. A transação marca a consolidação de uma empresa criada por brasileiros em 2017 e que hoje atende dezenas de milhares de companhias, incluindo uma em cada três startups nos Estados Unidos e grandes corporações globais.
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Franceschi comparou as trajetórias das duas empresas e destacou o pioneirismo do Capital One no conceito de fintech, ao integrar dados e tecnologia aos serviços financeiros. O banco cresceu até se tornar o sexto maior dos Estados Unidos e o terceiro principal provedor de cartões de crédito no país. Segundo o empreendedor, a combinação entre Brex e Capital One representa uma união diferente de qualquer outra fusão e aquisição bancária na história.
Após as aprovações regulatórias, a Brex passará a fazer parte do Capital One, mas Franceschi continuará como CEO da empresa. Ele promete melhorias para os clientes ao combinar o produto, a tecnologia e a experiência da Brex com a escala, a marca, o balanço patrimonial e a mentalidade de investimento de longo prazo do Capital One. A integração permitirá que as empresas avancem mais rapidamente, invistam com maior profundidade e acessem recursos mais robustos do que qualquer uma das companhias conseguiria isoladamente.
Pedro Franceschi e Henrique Dubugras se conheceram pelas redes sociais e fundaram a Pagar.me no Brasil, empresa vendida para a Stone em 2016. Depois disso, mudaram para os Estados Unidos com a intenção de estudar Ciência da Computação na Universidade de Stanford, mas desistiram do curso para retornar ao empreendedorismo. Em 2017, criaram a Brex em São Francisco com a missão de fornecer crédito a projetos que precisavam de recursos para sair do papel.
A fintech saltou de pequena empresa para unicórnio em apenas 16 meses e hoje oferece cartão de crédito corporativo, gestão de caixa, ferramentas de planejamento financeiro e gerenciamento de ativos para empresas. Recentemente, a startup foi eleita a segunda empresa mais disruptiva do mundo no ranking Disruptor 50 da CNBC, mesma posição que ocupou em 2022, ficando atrás apenas da OpenAI, criadora do ChatGPT.
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