Algas marinhas como insumo para o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis no Ceará

A utilização do recurso pode ser redimensionado para o abastecimento de automóveis, em embarcações de navegação e aviação. (Foto: Laura Guerreiro)

O economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Guilherme Muchale, vislumbra no Ceará a aplicação da pesquisa no desenvolvimento de projetos para criação de algas, em especial as macroalgas, no fomento a utilização na indústria dos combustíveis sustentáveis


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O insumo pode ser aproveitado, conforme Guilherme, no abastecimento de automóveis, para embarcações de navegação e até para a aviação. “As aplicações são diversas, você pode utilizar as algas do ponto de vista de utilização dela no aspecto da biomassa. O mundo em geral tem estudado muito isso para auxiliar a fomentar esse processo”, acentua o especialista. 

O economista-chefe da FIEC acrescenta que o aproveitamento comercial da alga se amplia também em cosméticos, na própria biotecnologia, o qual a partir deste sistema estende-se para o segmento da saúde, da agricultura e do meio ambiente. “A aplicação, de fato, é extremamente abrangente, e está muito bem posicionada nessas temáticas”, frisa Guilherme. 

O panorama se contextualiza no painel referente aos debates no que concerne à Economia Azul, ciência que estuda parâmetros sustentáveis relacionados ao universo marinho, como oceanos e zonas costeiras, no sentido de inserir o crescimento econômico, a inclusão social e a subsistência.

De acordo com o economista-chefe da FIEC, as atividades desempenhadas no mar geram valor, perpetuidade, e continuidade, passíveis, em destaque, na geração de empregos e riqueza para as próximas gerações.  

“E partindo desse filtro, a gente tem uma série de cadeias de valor, algumas delas muito presentes na própria economia cearense, como é o caso, por exemplo, dos alimentos do mar. O Ceará é o maior exportador brasileiro de alimentos do mar, sobretudo lagosta, atum e peixes vermelhos, mas não se restringindo a isso, pois a própria produção de aquicultura do Ceará de águas salobras e de água doce também é muito forte, tem uma contribuição expressiva”, reforça o especialista.

A entrevista com o especialista foi concedida à Trends, nesta quinta – feira (22), durante o seminário “Taxonomia da Economia Azul no Ceará”, no Observatório da Indústria do Ceará, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), evento promovido pela Câmara Setorial de Economia Azul, estabelecido como o primeiro encontro da entidade relacionado à temática.

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