A utilização do recurso pode ser redimensionado para o abastecimento de automóveis, em embarcações de navegação e aviação. (Foto: Laura Guerreiro)
O economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Guilherme Muchale, vislumbra no Ceará a aplicação da pesquisa no desenvolvimento de projetos para criação de algas, em especial as macroalgas, no fomento a utilização na indústria dos combustíveis sustentáveis.
Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado
O insumo pode ser aproveitado, conforme Guilherme, no abastecimento de automóveis, para embarcações de navegação e até para a aviação. “As aplicações são diversas, você pode utilizar as algas do ponto de vista de utilização dela no aspecto da biomassa. O mundo em geral tem estudado muito isso para auxiliar a fomentar esse processo”, acentua o especialista.
O economista-chefe da FIEC acrescenta que o aproveitamento comercial da alga se amplia também em cosméticos, na própria biotecnologia, o qual a partir deste sistema estende-se para o segmento da saúde, da agricultura e do meio ambiente. “A aplicação, de fato, é extremamente abrangente, e está muito bem posicionada nessas temáticas”, frisa Guilherme.
O panorama se contextualiza no painel referente aos debates no que concerne à Economia Azul, ciência que estuda parâmetros sustentáveis relacionados ao universo marinho, como oceanos e zonas costeiras, no sentido de inserir o crescimento econômico, a inclusão social e a subsistência.
De acordo com o economista-chefe da FIEC, as atividades desempenhadas no mar geram valor, perpetuidade, e continuidade, passíveis, em destaque, na geração de empregos e riqueza para as próximas gerações.
“E partindo desse filtro, a gente tem uma série de cadeias de valor, algumas delas muito presentes na própria economia cearense, como é o caso, por exemplo, dos alimentos do mar. O Ceará é o maior exportador brasileiro de alimentos do mar, sobretudo lagosta, atum e peixes vermelhos, mas não se restringindo a isso, pois a própria produção de aquicultura do Ceará de águas salobras e de água doce também é muito forte, tem uma contribuição expressiva”, reforça o especialista.
BNDES libera R$ 6,4 bi para biocombustíveis e registra recorde em 2025
Biocombustíveis evitam mais de 85 mi de toneladas de CO2 na matriz energética do Brasil
Instagram | LinkedIn | Facebook | Telegram | YouTube | Google Notícias