O avanço das exportações levou a balança comercial do Ceará com a União Europeia a um superávit recorde de US$ 197 milhões em 2025. (Foto: Envato Elements)
As exportações do Ceará para a União Europeia (UE) somaram US$ 447,1 milhões em 2025, alta de 72% em relação a 2024, segundo o estudo “Relações Comerciais – União Europeia”, do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (CIN-FIEC). O resultado consolida a União Europeia como o principal bloco econômico de destino dos produtos cearenses, em um contexto de ampliação das relações comerciais com o mercado europeu.
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A assinatura do Acordo Mercosul-UE criou uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e ampliou as perspectivas para as empresas exportadoras do Estado. Em 2025, 26 países europeus importaram produtos cearenses, com destaque para Itália (US$ 93 milhões) e Países Baixos (US$ 90,4 milhões), seguidos por França (US$ 74,7 milhões), Polônia (US$ 59 milhões) e Alemanha (US$ 48,2 milhões).
O levantamento do CIN-FIEC indica redução gradual da dependência do comércio com os Estados Unidos, com maior peso da União Europeia nas exportações estaduais. Nos últimos cinco anos, a participação do bloco europeu avançou de cerca de 8% em 2021 para 19,6% em 2025.
A pauta exportadora também mostrou maior diversificação. O setor de ferro fundido, ferro e aço liderou as vendas à União Europeia, com US$ 148,5 milhões, seguido por:
Segundo Karina Frota, gerente do CIN, o acordo tende a aprofundar essa relação comercial. Ela afirma que o centro vai acompanhar as adaptações necessárias ao longo do cronograma previsto, com implementação gradual após a aprovação legislativa.
O avanço das exportações, combinado à retração de 18% nas importações, levou a balança comercial do Ceará com a União Europeia a um superávit recorde de US$ 197 milhões em 2025. No ano anterior, o resultado havia sido um déficit de US$ 45 milhões.
As importações europeias totalizaram US$ 250 milhões, refletindo menor compra de combustíveis minerais, queda nas aquisições de máquinas elétricas e maior seletividade na compra de bens de capital, em linha com o ajuste das cadeias produtivas estaduais ao longo do ano.
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