Cagece prevê início das obras da usina de dessalinização em abril

Por: Eleazar Barbosa | Em:
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O presidente da Cagece, Neuri Freitas, aponta que falta licença da Marinha e alvará de construção, para autorização documental completa. (Foto: Rayane Mainara)

O presidente da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece)Neuri Freitas, afirmou que a estimativa para o início das obras para a construção da usina de dessalinização de água na praia do Futuro tem previsão para acontecer no mês de abril deste ano.


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De acordo com o gestor, já ocorreu a liberação da utilização do terreno onde será instalada a fábrica, via Secretaria do Patrimônio da União. “A área já está toda cercada e já foi feita a negociação com as pessoas que estavam ocupando o local. Então a gente tem a área com a sessão totalmente livre para começar a obra”, reforça Neuri. 

No que se refere à licença ambiental, o presidente da Cagece pontua que a documentação já foi autorizada através da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), e também já consta no arcabouço processual a permissão da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente do Município de Fortaleza (Seuma).

Segundo Neuri, existe inserido no englobamento ambiental a autorização da Marinha. O gestor relata que estão faltando também alguns alvarás de construção, direcionado para a adutora e para a construção do equipamento. O presidente da Cagece destaca que as medidas estão sendo tomadas para solucionar institucionalmente ambos os casos.

Investimentos e demanda

O presidente da Cagece ressalta que os investimentos para implementação da fábrica de dessalinização envolveram montantes de R$ 526 milhões no projeto anterior, no entanto na cotação atual, contabilizando as oscilações conjunturais de mercado, Neuri elucidou que a empresa responsável pela consultoria prometeu entregar até o final deste mês de janeiro o novo orçamento, estabelecendo a nova modelagem, pontificando terreno e tubulações.  

A capacidade da usina para quando estiver em funcionamento é para atender 720 mil pessoas por mês, quantidade que poderia abastecer simultaneamente dois municípios cearenses do porte de Caucaia e Juazeiro do Norte, que somam cerca de 642 mil habitantes, conforme o mais recente censo do IBGE. 

“No entanto, isso é um cálculo que a gente faz com 150 litros habitantes por dia, mas se considerar que hoje a gente consome menos que 150 litros habitante/dia, a gente vai superar esse número de 720 mil pessoas. A capacidade de fornecimento de água da usina equivale a um volume de mil litros por segundo, isso equivale a mais de 86 milhões de litros por mês”, enfatiza Neuri. 

O presidente da Cagece menciona que a utilização da quantidade necessária de água por parte da fábrica de dessalinização dependerá da demanda da capital cearense e da região metropolitana de Fortaleza, conforme a situação hídrica do Estado. 

Expertise chilena no Ceará

No aspecto de aperfeiçoar o intercâmbio técnico internacional, viabilizando expertise de conhecimentos no setor de gerenciamento de plantas de dessalinização, a Cagece e o governo da região de Atacama, no Chile, promoveram nesta segunda-feira (19), o workshop “Governança do Futuro: Dessalinização e Reuso de águas no Brasil”, no auditório do BS Design Corporate Towers.

A operação do litoral chileno ocorre no Oceano Pacífico, e, conforme o presidente da Cagece, neste aspecto existem particularidades. Ele cita que a área de alcance tubular marítimo no Chile é de cerca de 300 metros de distância e 25 metros de profundidade. Traçando um paralelo com o Ceará, as dimensões se relativizam em 1.200 metros de distância com 14 metros de profundidade.

“O que eu acho muito importante nessa parceria com eles é que eles têm várias plantas, há muitos anos, já operando, então eles têm o histórico da operação, o histórico ambiental, eles também têm mais informações que a gente… é tanto que o professor da universidade já mostrou que existem plantas com mais de 10 anos de operação. O planejamento de meio ambiente e os licenciamentos mostram que não tem impacto, mas vamos para prática, vamos analisar no dia a dia, com o tempo, como é que isso se comporta”, avalia Neuri Freitas.

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