Agorá: o projeto que reúne os maiores bancos centrais do mundo

Por: Redação | Em:
Tags:, ,
projeto agorá

O Agorá não mira pagamentos de consumidores, mas o mercado de atacado entre bancos, diferentemente de experiências de moeda digital de varejo. (Foto: Divulgação)

Um grupo de grandes bancos centrais, liderado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), iniciou testes com usuários da plataforma do Projeto Agorá para modernizar pagamentos internacionais entre instituições financeiras. 


Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado


O consórcio reúne o Federal Reserve (Fed) de Nova York e autoridades monetárias da Europa, Coreia do Sul, México e Japão, cujas moedas respondem pela maior parte das transações globais. O movimento ocorre em meio à disputa internacional para redefinir a infraestrutura financeira digital.

Pagamentos transfronteiriços passam por uma cadeia de bancos correspondentes, o que eleva custos e prazos, sobretudo quando envolve moedas de economias emergentes. O Projeto Agorá propõe uma rede comum baseada em ativos tokenizados de bancos centrais e comerciais para reduzir fricções operacionais. Andréa Maechler, vice-gerente-geral do BIS, classificou o início dos testes como um “marco importante” para o desenvolvimento da iniciativa.

Como funciona e quem participa

O Projeto Agorá não mira pagamentos de consumidores, mas o mercado de atacado entre bancos, diferentemente de experiências de moeda digital de varejo. A arquitetura prevê “liquidação atômica”, ou seja, aprovação simultânea de pagamentos em tempo real, com menor risco operacional e menos intermediários. 

Para o Instituto de Finanças Internacionais, que coordena os bancos comerciais, a tokenização só terá escala se se integrar a regras de governança, compliance e gestão de riscos aceitas por reguladores.

A fase atual de testes deve durar cerca de seis meses antes de um relatório aos tomadores de decisão do G20 e do BIS. A próxima etapa do Projeto Agorá pode incluir novos bancos centrais já conectados ao sistema de Liquidação Contínua Vinculada (CLS), como Canadá, Austrália, Nova Zelândia e países nórdicos. A rede SWIFT também participa dos pilotos, enquanto desenvolve sua própria solução baseada em blockchain.

*Com informações do portal IstoÉ Dinheiro.

Saiba mais:

Banco Mundial reduz projeção do PIB do Brasil para 2025 e 2026

Receita Federal aplica R$ 722 mil no novo sistema digital da Reforma Tributária 


Siga a Trends:

Instagram | LinkedIn | Facebook | Telegram | YouTube | Google Notícias

Top 5: Mais lidas